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TROMBOSE

Saiba mais sobre o que é Trombose e as formas de tratamento.

 

 

Trombose é a formação de um trombo (coágulo de sangue) no interior de um vaso sanguíneo. Tromboembolia seria o termo usado para descrever tanto a trombose quanto sua complicação que seria o embolismo.

* Trombo é uma coagulação de sangue no interior do vaso sanguíneo. Ocorre pela agregação plaquetária, diferente do coágulo, que ocorre pela formação de polímeros de fibrinogênio (fibrina). São considerados três tipos de trombo: trombo hemostático, trombo venoso e trombo arterial. As proteínas deste processo sao produzidas no fígado humano, e sao encontrados em todo o sangue.

* É denominada embolia ou embolismo a obstrução de uma veia pelo deslocamento de um trombo até o local da obstrução (denominando-se então tromboembolia), tecido adiposo (embolia gordurosa), ar (embolia gasosa) ou um corpo estranho (como embolias iatrogênicas por pontas de cateter). A obstrução do vaso pode levar a complicações mais evidentes a jusante, no caso de embolias em artérias ou a montante, no caso de acometimento de veias ou vasos linfáticos.

A trombose venosa profunda (TVP) é o desenvolvimento de um trombo (coágulo de sangue) dentro de um vaso sangüíneo venoso com conseqüente reação inflamatória do vaso, podendo, esse trombo, determinar obstrução venosa total ou parcial.

A TVP é relativamente comum (50 casos/100.000 habitantes) e é responsável por seqüelas de insuficiência venosa crônica: dor nas pernas, edema (inchaço) e úlceras de estase (feridas). Além disso, a TVP é também responsável por outra doença mais grave: a embolia pulmonar.

Quando nos ferimos, o sangue que sai da veia coagula (forma uma "rolha", o coágulo) rapidamente para evitar maior perda de sangue. Este é o processo normal. Quando este coágulo se forma dentro de um vaso sanguíneo (artéria ou veia), ocorre o que chamamos de trombose, ou seja, a formação de um coágulo ou um trombo, como é melhor conhecido, dentro do vaso, e isso é prejudicial. Aqui vamos falar da trombose que ocorre nas veias profundas das pernas, a Trombose Venosa Profundo (TVP), que chamaremos simplesmente de trombose daqui pra frente.

Quando a trombose ocorre nas veias superficiais da perna é chamado de varico-trombose. Este tipo de trombose é fácil de ser notada, pois ocorre vermelhidão, endurecimento e dor no local, e é também de tratamento mais simples. Quando a trombose ocorre nas veias profundas das pernas, aquelas que ficam nos músculos, chamamos de Trombose Venosa Profunda (TVP), e este tipo, na maioria das vezes, não é facilmente diagnosticado.

Os sintomas mais freqüentes da trombose são:


- dor intensa, inchaço e endurecimento da perna com aumento da temperatura.


- palidez e coloração azulada (em casos mais graves).

 

 

Nas veias superficiais, ocorre aumento de temperatura e dor na área afetada, além de vermelhidão e edema (inchaço). Pode-se palpar um endurecimento no trajeto da veia sob a pele.
 

Nas veias profundas, o que mais chama a atenção é o edema e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha.

Nosso corpo é dotado de mecanismos que mantém constante o seu equilíbrio. No sangue há fatores que favorecem a coagulação do sangue, chamados procoagulantes, e fatores que inibem a formação de coágulos, chamados anticoagulantes, responsáveis pela manutenção do sangue em estado líquido. Quando ocorre um desequilíbrio em favor dos procoagulantes, desencadeia a formação do trombo.

Os fatores que favorecem a coagulação são classificados em três grupos:

1 – Estase – é a estagnação do sangue dentro da veia. Isto ocorre durante a inatividade prolongada, tal como permanecer sentado por longo período de tempo (viagens de avião ou automóvel), pessoas acamadas, cirurgias prolongadas, dificuldade de deambulação, obesidade, etc.

2 – Traumatismo na veia – qualquer fator que provoque lesão na fina e lisa camada interna da veia, tais como trauma, introdução de medicação venosa, cateterismo, trombose anterior, infecções, etc., pode desencadear a trombose.

3 – Coagulação fácil ou Estado de hipercoagulabilidade – situação em que há um desequilíbrio em favor dos fatores procagulantes. Isto pode ocorrer durante a gravidez, nas cinco primeiras semanas do pós-parto, uso de anticoncepcionais orais, hormonioterapia, portadores de trombofilia (deficiência congênita dos fatores da coagulação), etc.

 

Como o Médico faz o diagnóstico de TROMBOSE

O médico pode diagnosticar uma tromboflebite superficial apenas baseado nos seus sintomas e examinando a veia afetada (sob a pele). No entanto, a TVP pode se apresentar com sintomas não tão exuberantes, dificultando seu diagnóstico. Para ter segurança, o médico pode solicitar exames especiais como o Eco Color Dopper ou a flebografia. Há quem solicite um exame de sangue para dosagem de uma substância, chamada Dímero D, que se apresenta em níveis elevados quando ocorre uma trombose aguda. Embora o teste do Dímero D seja muito sensível, não é muito conclusivo, visto que ele pode estar elevado em outras situações.

 

O que normalmente a trombose pode causar

O trombo inteiro ou parte dele pode se soltar e seguir para o coração e para os pulmões pela corrente sanguínea. Quando uma parte do trombo chega aos pulmões, ocorre a embolia pulmonar (EP).

A embolia pulmonar pode levar a pessoa à morte imediata, dependendo do tamanho do trombo. Outra conseqüência da trombose, é o fato do trombo que se formou na perna continuar a crescer lesando as válvulas das veias. Estas válvulas evitam que o sangue fique retido nas pernas e quando elas são danificadas, o sangue que deveria ser impulsionado para o coração, fica acumulado naquela região. Desta forma, os sinais e sintomas são: perna inchada e inflamada, dor e úlceras varicosas. Estas úlceras podem ser agravadas por infecções (erisipelas).

 

Complicações que podem ocorrer na TROMBOSE - TROMBOFLEBITE

A tromboflebite superficial raramente provoca sérias complicações; as veias atingidas podem, na maioria das vezes, ser retiradas com procedimento cirúrgico, eliminando as chances de complicar. No entanto, se a trombose é numa veia profunda, o risco de complicações é grande.

Complicações imediatas ou agudas – a mais temida é a embolia pulmonar. O coágulo da veia profunda se desloca, podendo migrar e ir até o pulmão, onde pode ocluir uma artéria e colocá-lo em risco de vida.

Complicações tardias – tudo se resume numa síndrome chamada Insuficiência Venosa Crônica (IVC), que se inicia com a destruição das válvulas existentes nas veias e que seriam responsáveis por direcionar o sangue para o coração. O sinal mais precoce da IVC é o edema, seguido do aumento de veias varicosas e alterações da cor da pele. Se o paciente não é submetido a um tratamento adequado, segue-se o endurecimento do tecido subcutâneo, presença de eczema e, por fim, a tão temida úlcera de estase ou úlcera varicosa.

 

Como as pessoas desenvolvem a TROMBOSE

Determinadas pessoas possuem fatores de risco para adquirir a doença, ou são submetidas a situações de risco que causam a mesma.

Aqui vamos citar alguns fatores de risco que o próprio indivíduo pode possuir e também algumas condições clínicas nas quais ele pode se encontrar e que representam risco de trombose:

- idade (maior de 40 anos); obesidade; indivíduos que já tiveram trombose; imobilização (indivíduos que ficam confinados na cama, em casa ou no hospital por alguma doença); câncer; insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio; gravidez; uso de anticoncepcional, infecção e doenças que causam alterações da coagulação (de causa genética ou adquirida);

- As cirurgias são consideradas um dos fatores mais importantes quando são de grande porte e de longa duração. (ex: cirurgias ortopédicas e abdominais).

- Um paciente que for submetido a uma cirurgia ortopédica (quadril/joelho) tem chance de até 80% de desenvolver trombose após cirurgia.

- Os pacientes com câncer têm risco de 20% de desenvolver trombose em algum momento da sua vida e se forem operados este risco pode chegar a até 70%.

 

Alguma atitudes podem ajudar a pessoa a prevenir e não desenvolver um quadro de TROMBOSE

• Faça caminhadas regularmente.
• Nas situações em que necessite permanecer sentado por muito tempo, procure movimentar os pés como se estivesse pedalando uma máquina de costura.
• Quando estiver em pé parado, mova-se discretamente como se estivesse andando sem sair do lugar.
• Antes das viagens de longa distância, fale com seu médico sobre a possibilidade de usar alguma medicação preventiva.
• Quando permanecer acamado, faça movimentos com os pés e as pernas. Se necessário, solicite ajuda de alguém.
• Evite qualquer uma daquelas condições que favorecem a formação do coágulo dentro da veia, descritas anteriormente.
• Evite fumar e o sedentarismo.
• Controle seu peso.
• Se você necessita fazer uso de hormônios ou já foi acometido de trombose ou tem história familiar de tendência à trombose (trombofilia), consulte regularmente seu médico.
• Use meia elástica se seu tornozelo incha com freqüência.
 

Tratamento para TROMBOSE

Se a trombose é superficial, recomenda-se cuidados especiais, tais como aplicação de calor na área afetada, elevação das pernas e uso de antiinflamatórios não esteróides por um período de uma a duas semanas. Deve-se retornar ao especialista, a fim de avaliar a necessidade de tratamento cirúrgico.

Na TVP (Trombose Venosa Profunda) pode ser necessário manter-se internado durante os primeiros dias, a fim de fazer uso de anticoagulantes injetáveis (Heparinas). Estes previnem o crescimento do trombo e diminuem o risco de embolia pulmonar. Atualmente, pode-se evitar a hospitalização com o uso de heparinas de baixo peso molecular, injetados pelo próprio paciente no espaço subcutâneo da barriga. Depois do tratamento com Heparina, deve-se continuar com o uso de anticoagulantes orais (Warfarin) por um período de três a seis meses. Concomitante com esta medicação, o paciente deve fazer repouso com as pernas elevadas e fazer uso de meia elástica adequada à sua perna. Alguns medicamentos que interferem na ação dos anticoagulantes são proibidos neste período. O médico deve ser consultado sempre que julgar necessário fazer uso de outro tipo de medicação.
Existe procedimentos de exceção para coibir complicações, tais como: colocação de filtro de veia cava, remoção do coágulo (trombectomia) e angioplastia com stent (dispositivo aramado e recoberto com um tecido, o qual evita que a veia se feche novamente).

 

 

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