|
Os cálculos ou pedras renais são
depósitos minerais que se formam dentro nos rins e podem
estar presentes em várias partes das vias urinárias.
Eles se iniciam como partículas microscópicas e se
desenvolvem com o passar do tempo até formarem os
cálculos. O termo médico abiscoitado para este problema
é nefrolitíase ou urolitíase.
Os rins filtram substâncias químicas
vindas do sangue e que não servem mais para o organismo,
a maior parte delas tóxicas, e os acrescenta à urina.
Quando estas escórias não se dissolvem completamente
na urina, cristais e cálculos renais são formados e o
espetáculo começa.
Embora alguns destes cálculos renais sejam
tão grandes que não se desprendem dos rins, outros
conseguem migrar pelo fino canal que liga o rim à
bexiga, chamado ureter, onde eles são retidos.
Os cálculos renais retidos podem
causar muitos sintomas diferentes, incluindo dor extrema
(cólica renal), interrupção ou diminuição do fluxo de
urina (anúria ou oligúria, respectivamente) e
sangramento das paredes das vias urinárias (hematúria).
Os cálculos renais são um problema
muito comum, afetando mais de 10% das pessoas no mundo inteiro.
Há vários tipos diferentes de cálculos renais, e uma variedade
de razões pelas quais eles se formam. Os cálculos renais
são classificados de acordo com sua composição química.
A tabela abaixo relaciona a composição dos cálculos
urinários com sua incidência nos casos de calculose
renal:
|
Composição Química |
Porcentagem |
|
Oxalato de Cálcio (puro ou misto) |
75% |
|
Fosfato Amoníaco Magnesiano (Estruvita) |
10% |
|
Ácido Úrico |
8% |
|
Fosfato de Cálcio |
5% |
|
Cistina |
1% |
|
Outros |
1% |
As pedras nos rins ou cálculos renais em geral são formações à
base de oxalato de cálcio, bem como de
cristais de ácido úrico, que são de tamanho variável.
Localizam-se nos condutos internos dos rins como
pequenas pedras, podendo ficar ali por muito tempo.
Quando essas pedras se desprendem e obstruem a passagem
da urina pela uretra, causam dor intensa.
Sintomas: Embora os cálculos renais permaneçam nos rins, não
causam dor, a menos que atinjam tamanho considerável. O
problema é mais severo quando esses cálculos descem
através da uretra - desde os rins até a bexiga,
ferindo-a, retendo a passagem da urina e provocando
forte cólica, a qual começa a se manifestar na cintura e
logo se irradia até o abdômen e aos órgãos genitais.
Também se apresenta como dor ao urinar e, em algumas
ocasiões, com sangue na urina.
Causas: Nos rins os cálculos se formam devido a uma
possível disfunção metabólica, a presença
exagerada de sais na água que ingerimos, pela má
alimentação, consumo excessivo de carboidratos e algumas
substâncias alcalinas.
CAUSA DA FORMAÇÃO DE PEDRA NOS RINS
A litíase urinária, conhecida
popularmente como “pedra nos rins”, é uma doença muito
comum em nossa população. Estima-se que qualquer ser
humano normal possa ter uma pedra nos rins em algum
momento de sua vida. Isto ocorre por que a urina dos
seres humanos contém, naturalmente, diversos elementos
que podem se aglomerar e constituir uma pedra (cálcio,
ácido úrico, oxalato, etc). Estas substâncias
são produzidas diariamente pelo metabolismo normal do
organismo e eliminadas na urina, onde estão diluídas em
água. A falta de água para dissolver estas substâncias
ou o excesso de uma delas são condições que favorecem o
surgimento de pedra nos rins ou cálculo renal. As condições
da vida moderna, onde as pessoas vivem em ambientes
quentes, transpiram bastante e ingerem pouco líquido são
as principais causas da litíase urinária. Há muita
especulação sobre a influência da dieta alimentar na
formação dos cálculos urinários. Todavia, não existe até
o momento a comprovação de que hábitos alimentares
normais possam produzir pedra nos rins. Na verdade, o que ocorre na grande maioria
dos casos é a combinação entre uma disfunção metabólica
e condições externas que potencializem a cristalização
dos minerais depositados no organismo.
OUTRAS CAUSAS
Outras causas de formação de pedra nos rins são
as doenças que produzem excesso de algum dos elementos
formadores de cálculos na urina (exemplo: hipercalciúria
– excesso de cálcio na urina). Nestas doenças, há um
defeito nos rins e/ou no metabolismo do organismo, que
leva à produção e eliminação de uma quantidade maior que
o necessário de algum desses elementos. Pode haver
também, a falta de uma substância inibidora da formação
de cálculos (exemplo: hipocitratúria – falta de citrato
na urina). Finalmente, as pedras nos rins podem ser
formadas quando existem certas doenças que impedem o
fluxo natural de urina no aparelho urinário (obstrução
urinária). Nestes casos, a urina fica acumulada em um
setor do aparelho urinário, onde surgem condições
físico-químicas para a precipitação e cristalização de
partículas que dão origem aos cálculos renais. Mais ainda, pode
haver infecção por certos tipos de bactérias que são
formadoras de pedra nos rins.
TIPOS DE PEDRAS NOS RINS
Os cálculos urinários mais comuns são
os constituídos de oxalato de cálcio e correspondem a
mais de 75% dos casos. Em seguida vem os cálculos renais constituídos de ácido úrico e os de
tipo misto. Os demais tipos de cálculos são mais raros.
CONSEQÜÊNCIAS QUE UMA PEDRA NOS RINS PODE CAUSAR
Quando uma pedra é formada no rim ela
pode causar diferentes tipos de situação. É possível
permanecer no local de origem durante bastante tempo
(meses ou anos) sem causar nenhum problema. Pode
acontecer o crescimento da pedra levando a obstrução do
fluxo urinário. Quando a obstrução ocorre, pode surgir
uma dor súbita na região lombar (onde se localiza o rim
afetado), de forte intensidade, muitas vezes acompanhada
de náuseas e vômitos e que leva a pessoa a procurar um
pronto socorro. A pedra pode, também, ser expelida
naturalmente junto com a urina, sem ser percebida ou
sentida. Finalmente, os cálculos urinários podem causar
infecções urinárias e serem descobertos apenas pelas
manifestações destas infecções. A situação mais comum é
aquela onde existe um cálculo renal pequeno, com ou sem
dor, eliminável pelas vias naturais, sem infecção.
DIAGNÓSTICO
Quando um médico suspeita que um paciente possa ser
portador de cálculos urinários, solicita exames que
possam comprovar esta hipótese. Entre estes exames
pode-se citar a ultra-sonografia, a radiografia dos rins
(urografia excretora) e o exame de urina. Estes exames
têm como objetivo localizar a pedra, determinar como
está o fluxo urinário (se houver acúmulo de urina as
vias urinárias podem ficar dilatadas, um fenômeno
chamado de hidronefrose) e verificar se já existe
infecção.
CURIOSIDADE
As pedras podem ser tão pequenos quanto grãos de areia e
serem eliminados do organismo na urina sem causar
qualquer desconforto, como também podem ser do tamanho
de uma ervilha ou até maiores, causando sintomas
extremamente
incômodos. A maior pedra no rim já retirada de um ser
humano tinha aproximadamente 13cm.

Vilas Ghuge, indiano de 37 anos, teve seu rim de
9cm totalmente tomado por uma Pedra.
COMO TRATAR O PROBLEMA DE PEDRA NOS
RINS
Uma alimentação
saudável e a ingestão de muito líquido
(preferencialmente água), pode ajudar muito nesse
sentido.
Estudos laboratoriais e inúmeros casos clínicos mostram
que atualmente um dos melhores métodos de
prevenção e tratamento de pedra nos rins
é o uso de um suplemento considerado antioxidante e
solubilizante, que elimina os minerais depositados no
organismo, dissolve os cálculos renais e normaliza as
funções metabólicas. Este produto tem o nome de
NQI, um suplemento mineral que não possui
contra-indicações, não causa efeitos colaterais e
em mais de 90% dos casos dissolve totalmente as pedras.
Em muitos casos, um cálculo renal pequeno pode
eventualmente ser eliminado pela urina por si só,
especialmente se a pessoa bebe bastante líquido. Mesmo
sabendo que os cálculos renais trazem riscos
imprevisíveis para o organismo, muitos médicos
recomendam que a pessoa permaneça em casa, aliviando a dor com analgésicos (Voltaren,
Arcoxia, Profenid, Feldene, etc) e antiespasmódicos (Buscopan).
ESTOU TENDO UMA CÓLICA RENAL e agora? O que fazer
em caso de desespero?
Ir rapidamente até o hospital mais próximo!
É a solução mais apropriada, uma vez que a automedicação
não é recomendada e, no caso de cólicas renais,
ineficiente na maioria dos casos. Nos momentos de crise,
pode não haver remédio que ajude senão ser levado a um
pronto-socorro e tomar Voltaren, Profenid, Tramal ou
algum outro medicamento na veia. O uso de Buscopan via
oral, para as dores abdominais, pode ajudar, mas muitas
vezes não resolve, principalmente nos momentos de dor
mais intensa.
Use água quente! Para alívio imediato,
em alguns casos, tenha sempre em mãos uma bolsa de água
quente. Alternativamente, deixe a água do chuveiro cair
diretamente sobre a região da dor por alguns minutos. A
água quente ajudará a dilatar os vasos sangüíneos e a
relaxar os músculos, fazendo com que a pedra tenha mais
espaço e desta forma não incomode tanto. Isso geralmente
alivia a dor por alguns instantes.
Não beba nada gelado! A bebida gelada
faz o efeito contrário da bolsa de água quente,
dificultando ainda mais a movimentação da pedra e
consequentemente causando mais dor que o necessário.
NO HOSPITAL
No momento de uma cólica
renal, o primeiro objetivo dos médicos é sempre aliviar
a dor do paciente, o que pode-se fazer com analgésicos
e antiespasmódicos. Como já comentado em parágrafos
anteriores, muitas pedras pequenas serão eliminadas
espontaneamente pelo paciente. Outras podem necessitar
de um tratamento específico. Cálculos de ácido úrico
podem ser tratados clinicamente com grande ingestão de
água, alcalinizantes da urina e substâncias que
interferem na sua formação. Os cálculos de oxalato de cálcio
dificilmente se dissolvem dessa maneira.
No caso dos cálculos de oxalato de cálcio, o unico
produto capaz de dissolvê-los é o NQI. Como este produto
tem se mostrado eficaz para dissolver todo tipo de
cálculo renal em mais de 90% dos casos acompanhados, tem
se tornado uma das melhores opções de tratamento
alternativo.
Muito comum também é a litotripsia
extracorpórea, que utiliza ondas de choque para
fragmentar o cálculo
em pequenas partes. As
pedras também podem ser retiradas através de tubos
chamados endoscópios, os quais são finos e possuem
iluminação na extremidade. Podem ser colocados da uretra
em direção ao rim e com pinças especiais ou em
associação com litotripsia os cálculos são removidos.
Os métodos modernos não estão livres de complicações e
podem não ser efetivos, necessitando a complementação de
outra modalidade de tratamento. É muito comum a
litotripsia não quebrar totalmente o cálculo, sendo necessário
retirar os fragmentos restantes através de outro método.
Caso uma litíase requeira
um tratamento, o objetivo deste será remover
completamente a pedra que foi diagnosticada. O método de
tratamento normalmente é selecionado de acordo com o
local em que a pedra se encontra e critérios
particulares de cada médico. Os tratamentos
convencionais são:
Se for nos rins - os
métodos podem ser a litotripsia de onda de choque (um
método não invasivo que utiliza energia para quebrar a
pedra); litotripsia Percutânea (a energia é aplicada
diretamente sobre a pedra através de um endoscópio que é
inserido no rim); cirurgia tradicional com incisão; ou
laparoscopia.
Se for no ureter - os
métodos podem ser a litotripsia de ondas de choque;
litotripsia endoscópica; remoção endoscópica; cirurgia
tradicional com incisão; ou laparoscopia.
Se for na bexiga - os
métodos podem ser a extração endoscópica ou litotripsia;
cirurgia tradicional com incisão.
Tratamento Alternativo - o suplemento natural e
sem contra-indicações que vem sendo muito utilizado pelos
excelentes resultados junto aos pacientes com cálculos
renais é o
NQI.
Segundo relatos de médicos, terapeutas e usuários do
produto, a eficiência é realmente impressionante.
O
produto
elimina o depósito de sais
minerais nos rins e em qualquer outra parte do aparelho
urinário, neutralizando a formação do cálculo renal. Nos casos em que a pessoa já apresenta
o quadro (possui cálculo renal), o produto tem se
mostrado muito eficaz para dissolver as pedras,
eliminando o problema sem intervenção cirúrgica ou
Litotripsia. Em geral os terapeutas e médicos que atuam com
métodos naturais são os que conhecem melhor o produto e recomendam
seu uso. Como o suplemento ainda normaliza o metabolismo,
após os cálculos renais serem eliminados,
também é possível
evitar que eles venham a se formar novamente com o uso
contínuo
do
NQI.
COMPOSIÇÃO
DOS CÁLCULOS RENAIS
Cálcio
A grande maioria dos cálculos renais são constituídos de
cálcio e oxalato. Entretanto a sua restrição dietética
não é aconselhável, na grande maioria dos casos, ao
contrário do que se praticava até recentemente. A baixa
ingestão de cálcio poderá favorecer a formação de
cálculos renais e manter o problema, causando
reincidências. A provável explicação para este mecanismo
é conseqüência de que há na luz intestinal uma maior
liberação de oxalato para ser absorvido. Esta maior
absorção de oxalato levaria a uma maior excreção do
mesmo, favorecendo a supersaturação e a formação de
cristais de oxalato de cálcio, iniciando-se assim toda a
cascata fisiopatogênica da litíase renal. Na presença de
maiores quantidades de cálcio, o oxalato se liga a este,
e ambos são então excretados pelas fezes. A baixa
ingestão de cálcio causa também maiores riscos de
osteoporose, uma vez que a excreção renal do cálcio é
mantida, mesmo com baixos níveis deste nutriente e assim
estes indivíduos têm um balanço negativo de cálcio, além
de apresentarem níveis elevados de calcitriol.
Sódio
A excreção urinária aumentada de sódio se associa com a
elevação também de cálcio urinário, provavelmente devido
a uma competição na absorção entre esses minerais ao
longo do túbulo renal. Interessante notar que Goldfarb
sugeriu que indivíduos com nefrolitíase são mais
sensíveis ao efeito hipercalciúrico do sódio dietético.
Outro fator importante é a relação inversa entre fósforo
plasmático e o sódio urinário, ou seja a hipernatriúria
se associa a hipofosfatemia o que poderia levar a outros
mecanismos litogênicos, como aumento do calcitriol
plasmático e consequente hipercalciúria.
Potássio
Foi também observado no trabalho de Curhan e cols., que
no grupo de indivíduos que ingeriu pouco potássio
(2,8g/dia), o risco de desenvolver cálculos renais era
significativamente maior de que quando comparado ao
grupo de homens que ingeriu muito potássio (4,1g/dia).
Ao que parece a presença de potássio diminuiria a
excreção de cálcio urinário, além de que os alimentos
ricos neste mineral tendem a ser alcalinos, o que
aumentaria o citrato urinário.
Oxalato
O oxalato urinário parece ser mais importante do que o
cálcio para a formação de cálculos, uma vez que pequenos
aumentos na concentração de oxalato levam a saturação
urinária e conseqüente formação de cristais,
iniciando-se assim toda a cascata fisiopatogênica da
nefrolitíase.
O oxalato proveniente da dieta contribui com apenas 10 a
20% da excreção do oxalato urinário. Para que possa
ocorrer hiperoxalúria decorrente da dieta, seria
necessária, na grande maioria das vezes, uma ingestão
exagerada de alimentos muito ricos em oxalato, o que é
raro na nossa população. É, no entanto, importante
correlacionar-se a ingestão de oxalato com a sua
excreção urinária, antes de se definir a orientação
nutricional com restrição ou não de alimentos ricos em
oxalato.
Outro aspecto importante do metabolismo do oxalato é a
sua excreção aumentada na presença de altas doses de
vitamina C. Nos dias de hoje, aonde parece haver uma
tendência ao uso exagerado de megadoses de vitamina C
deve-se chamar a atenção para este fenômeno, uma vez que
40% do oxalato urinário se origina do ascorbato
dietético, sendo que 1 mg de oxalato é produzido a
partir de 1 g de ascorbato, 12 mg a partir de 4 mg e 68
mg a partir de 9 mg, respectivamente.
Magnésio
Parece que o magnésio interfere na formação de cristais
de oxalato de cálcio através de um mecanismo não
conhecido.
Fósforo
Este elemento causa muita confusão na cabeça dos
portadores de pedra nos rins e até de alguns médicos. O
fósforo na verdade é um nome genérico dado a diversos
tipos de fosfatos e suas combinações. Existem fosfatos tóxicos e atoxicos, fosfatos que causam problemas de saúde (como
os cálculos renais) e fosfatos que são necessários ao
organismo e extremamente benéficos à saúde. Os fosfatos
causadores de cálculos renais são apenas dois: fosfato
amoníaco magnesiano (estruvita) e o fosfato de cálcio (cálcico).
Diversos trabalhos científicos demonstram que pedras nos
rins também podem ser tratadas (dissolvidas) com o uso
de alguns fosfatos benéficos a saúde quando combinados
(ortopolifosfatos e hexafosfatos - PO4 reativos, fosfatos condensados,
hidrolisaveis). No Brasil o único produto encontrado com
esta função é o NQI, vendido como suplemento alimentar,
mas que tem sido muito utilizado para dissolver os
cálculos renais. Este suplemento realmente dissolve as
pedras nos rins sem nenhum efeito colateral, além de
normalizar o metabolismo e gerar outros benefícios a
saúde.
Proteínas
Existem vários estudos de grupos que consumiram pequena
quantidade de proteína animal (50g/dia). Foi observado
que estes grupos apresentaram um risco
significativamente menor de formação de cálculos quando
comparado com grupos que ingeriram uma quantidade maior
de proteínas (77g/dia). Sabidamente, a ingestão de
proteína irá causar um aumento da massa renal, a carga
de sulfato filtrado na urina irá aumentar e consequentemente se desenvolve uma acidose metabólica. O
aumento da massa renal irá aumentar o calcitriol
plasmático levando a um aumento da absorção intestinal
de cálcio com consequente aumento da carga de cálcio
filtrada e a hipercalciúria pós prandial. Por outro
lado, o aumento da carga de sulfato filtrado na urina
irá se adicionar com o cálcio urinário dificultando sua
absorção tubular levando consequentemente a
hipercalciúria de jejum.
A acidose metabólica que se desenvolve causará
hipocitratúria, diminuição da absorção tubular de cálcio
levando a hipercalciúria em 24 horas. Além disso, a
acidose metabólica levará a um quadro de osteopenia por
aumentar a reabsorção óssea. O excesso de proteína
animal aumentará também a secreção de acido úrico
urinário. Dessa forma teremos vários fatores que irão
contribuir para a formação de cálculos renais a saber:
hipercalciúria, hiperuricosúria e hipocitratúria.
Purinas
Quando ocorre um excesso dietético das purinas, capaz de
levar a hiperuricosúria, isto poderá induzir a
cristalização de cristais de urato ou mesmo de sais de
cálcio iniciando-se assim a formação de cálculos
homogêneos ou heterogêneos. Vários estudos sugerem que
pacientes hiperuricosúricos apresentam uma ingestão
maior de carnes, peixes e aves e que após a redução
destes alimentos o estado de hiperuricosúria desaparece.
Carboidratos
Tem sido demonstrado que o consumo de carboidratos, como
a glicose, poderia elevar a excreção urinária de cálcio
e oxalato. O mecanismo pelo qual este efeito se verifica
ainda não está totalmente definido. Acredita-se que o
excesso de carboidratos na alimentação diminuiria a
absorção de fosfato intestinal, levando a hipofosfatemia
e conseqüente aumento do calcitriol plasmático
implicando em aumento da absorção intestinal de cálcio e
simultâneo aumento de absorção de oxalato. Parece,
também, que os carboidratos estimulariam a síntese
endógena de oxalato, que será posteriormente, excretado
na urina. Além do mais, muitos alimentos ricos em
carboidratos são também ricos em oxalato.
Fibras vegetais
A ingestão de fibras no mundo ocidental tem diminuído
progressivamente. O seu papel na gênese da nefrolitíase
parece ser via metabolismo do citrato, uma vez que
existe uma correlação positiva entre a baixa excreção de
citrato e a baixa ingestão de fibras. Uma outra
possibilidade seria de que as fibras se ligariam ao
cálcio no trato gastrointestinal, diminuindo a absorção
intestinal deste mineral e conseqüente diminuição da
excreção renal. Alguns trabalhos têm mostrado a direta
correlação entre prevalência aumentada de litíase renal
e baixa ingestão de fibras.
Gorduras
O exato mecanismo pelo qual a ingestão de gorduras seria
mais um dos fatores litogênicos ainda parece obscuro. Na
realidade, o que se sabe é que aqueles indivíduos que
ingerem grande quantidade de gorduras são em geral
consumidores de grande teores de proteínas.
Simultaneamente, consomem também pequenas quantidades de
fibras. No entanto, parece haver um mecanismo direto
entre a absorção de oxalato e de cálcio e a presença de
gorduras. A excessiva ingestão de gorduras causaria um
aumento de ácidos graxos livres intestinais, estes se
combinariam com o cálcio, diminuindo assim a
concentração deste mineral na luz intestinal com
conseqüente diminuição de sua disponibilidade para se
unir ao oxalato. Logo, haveria um aumento de oxalato
livre para ser absorvido.
PREVENÇÃO
Você já teve pedra nos
rins? Se sim, então preste muita atenção na prevenção.
Quem já teve pedra nos rins, sempre estará susceptível à
formação de novas pedras. A taxa de recorrência é de 10%
no primeiro ano, 35% nos 5 anos subseqüentes e 50 a 60%
em 10 anos. Por isso a grande importância de medidas de
prevenção.
O principal conselho médico para
pessoas que tem pedra nos rins é o de beber 2-3 litros
de água por dia e evitar ingestão em excesso de proteína
animal, principalmente a da carne vermelha. Sendo assim,
como método de prevenção, também recomenda-se a ingestão
de bastante água diariamente.
Diversos terapeutas e médicos
que adotam tratamentos alternativos e a medicina natural, recomendam o uso do
suplemento natural
NQI, que mantem
normalizadas as funções metabólicas do organismo.
Para os cálculos de
estruvita, também chamados de infecciosos, após a sua
remoção é importante manter a urina livre da bactéria
que pode causar a infecção. Exames de urina regulares
são indicados para monitorar a presença da bactéria da
urina.
Leia também:
Mais
informações sobre cálculos renais.
Quais são os principais sintomas de
pedra nos rins.
Pedra nos Rins Mentiras e
Verdades.
|