Pedra nos Rins sintomas

 

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PEDRA NOS RINS (Sintomas)

Saiba mais sobre Pedra nos Rins e os principais sintomas.

 

Os sintomas de pedras nos rins normalmente são bastante incômodos e no caso de cólicas renais podem exigir inclusive atenção médica imediata. Compreender os sinais e sintomas de pedra nos rins é importante para buscar tratamento e não ficar sofrendo com esta doença urológica.

Pedra nos rins, clinicamente conhecido como cálculo renal e tecnicamente como litíase, é um dos problemas mais comuns do sistema urinário. Estima-se que mais de 3 milhões de pessoas recebem atenção terapêutica para cálculos renais, dos quais meio milhão de pacientes precisam de emergência médica.

Então, vamos ver aqui quais são os sintomas de pedras nos rins. Identificados os sintomas, para confirmar o diagnóstico de pedra nos rins é importante fazer exames como o de urina e os de imagem (raio x, ultrasom, tomografia computadorizada, ...).

Pedra nos Rins Sintomas
Pedra nos Rins - Sintomas


Pessoas que têm uma história familiar de pedras nos rins são mais propensos a desenvolver este problema urológico do que outros. Muitas vezes, as pessoas tem dificuldade de fazer um auto diagnóstico dos sintomas. Isto é principalmente porque fora a temida cólica renal, os outros sinais podem não parecer  tão específicos e facilmente identificáveis.

 



Os sintomas de pedras nos rins em crianças

A incidência de pedras nos rins em crianças é menor do que em adultos. Na maioria dos casos, as crianças afetadas têm uma história médica do estado de saúde, que, indiretamente, provoca a formação de pedra nos rins. No entanto, algumas crianças possuem esta desordem do trato urinário sem razões específicas e pré-conhecidas. Os sintomas de pedra nos rins em crianças são dor lombar, dor abdominal, urgência para urinar , dor ao urinar e às vezes, sangue na urina. Em bebês pequenos, embora ainda mais raro, os sintomas podem ser choro contínuo durante a micção.


Os sintomas de pedras nos rins em Homens adultos

De acordo com dados médicos, a taxa de ocorrência de pedras nos rins em homens é maior do que nas mulheres. À medida que uma pedra no rim bloqueia ou perturba o fluxo normal da urina, normalmente ocorrem as cólicas renais. O resultado é uma dor exagerada na zona abdominal, que pode se irradiar para os testículos e para a região da virilha. Fora as cólicas renais, sintomas comuns de pedra nos rins nos homens são náuseas, vômitos, sensação de queimação na virilha, pontadas nas costas e vontade freqüente de urinar.


Os sintomas de pedras nos rins em Mulheres adultas

A maioria das mulheres com pedra nos rins estão entre 30 e 50 anos. No entanto, não é incomum uma mulher desenvolver este problema urinário entre os 20 e os 30 anos. Os sintomas de pedra nos rins nas mulheres não são diferentes dos sinais de desconforto experimentado por pacientes do sexo masculino que possuem pedra nos rins. Estes sintomas também incluem dor nas costas, dor renal (cólica renal associada), necessidade freqüente de urinar, sangue na urina e dor ao urinar. Muitas vezes, dor abdominal e desconforto são observados durante a menstruação. Falando sobre os sintomas de pedras nos rins durante a gravidez, a mesma dor e desconforto são condições que se manifestam em mulheres grávidas.

 

Em geral

Se a urina acompanhar febre, mal-cheiro e dor, é grande a possibilidade da pessoa estar com pedra nos rins, podendo inclusive ser pedras infecciosas. Tal condição deve ser tratada o mais rapidamente possível. Felizmente, a maioria das pedras nos rins podem ser tratadas de forma terapêutica, com o uso de medicamentos e substâncias que auxiliem a eliminação ou sua diluição. No entanto, para aqueles pacientes com sintomas de longa duração de pedras nos rins, o médico pode recomendar a cirurgia não-invasiva para tratamento de pedra nos rins. Com o avanço na área médica, os fatores desencadeantes para formação de pedra podem ser identificados. Em suma , a incidência de pedra nos rins recorrente pode ser evitada com alguns cuidados e atenção por parte do paciente, especialmente em termos de dieta e hábitos de vida.

 

SOBRE A COMPOSIÇÃO DOS CÁLCULOS RENAIS

 

Cálcio

 

A grande maioria dos cálculos renais são constituídos de cálcio e oxalato. Entretanto a sua restrição dietética não é aconselhável, na grande maioria dos casos, ao contrário do que se praticava até recentemente. A baixa ingestão de cálcio poderá favorecer a formação de cálculos renais e manter o problema, causando reincidências. A provável explicação para este mecanismo é conseqüência de que há na luz intestinal uma maior liberação de oxalato para ser absorvido. Esta maior absorção de oxalato levaria a uma maior excreção do mesmo, favorecendo a supersaturação e a formação de cristais de oxalato de cálcio, iniciando-se assim toda a cascata fisiopatogênica da litíase renal. Na presença de maiores quantidades de cálcio, o oxalato se liga a este, e ambos são então excretados pelas fezes. A baixa ingestão de cálcio causa também maiores riscos de osteoporose, uma vez que a excreção renal do cálcio é mantida, mesmo com baixos níveis deste nutriente e assim estes indivíduos têm um balanço negativo de cálcio, além de apresentarem níveis elevados de calcitriol.

 

 

Sódio

 

A excreção urinária aumentada de sódio se associa com a elevação também de cálcio urinário, provavelmente devido a uma competição na absorção entre esses minerais ao longo do túbulo renal. Interessante notar que Goldfarb sugeriu que indivíduos com nefrolitíase são mais sensíveis ao efeito hipercalciúrico do sódio dietético. Outro fator importante é a relação inversa entre fósforo plasmático e o sódio urinário, ou seja a hipernatriúria se associa a hipofosfatemia o que poderia levar a outros mecanismos litogênicos, como aumento do calcitriol plasmático e consequente hipercalciúria.

 

 

Potássio

 

Foi também observado no trabalho de Curhan e cols., que no grupo de indivíduos que ingeriu pouco potássio (2,8g/dia), o risco de desenvolver cálculos renais era significativamente maior de que quando comparado ao grupo de homens que ingeriu muito potássio (4,1g/dia). Ao que parece a presença de potássio diminuiria a excreção de cálcio urinário, além de que os alimentos ricos neste mineral tendem a ser alcalinos, o que aumentaria o citrato urinário.

 

 

Oxalato

 

O oxalato urinário parece ser mais importante do que o cálcio para a formação de cálculos, uma vez que pequenos aumentos na concentração de oxalato levam a saturação urinária e conseqüente formação de cristais, iniciando-se assim toda a cascata fisiopatogênica da nefrolitíase. O oxalato proveniente da dieta contribui com apenas 10 a 20% da excreção do oxalato urinário. Para que possa ocorrer hiperoxalúria decorrente da dieta, seria necessária, na grande maioria das vezes, uma ingestão exagerada de alimentos muito ricos em oxalato, o que é raro na nossa população. É, no entanto, importante correlacionar-se a ingestão de oxalato com a sua excreção urinária, antes de se definir a orientação nutricional com restrição ou não de alimentos ricos em oxalato. Outro aspecto importante do metabolismo do oxalato é a sua excreção aumentada na presença de altas doses de vitamina C. Nos dias de hoje, aonde parece haver uma tendência ao uso exagerado de megadoses de vitamina C deve-se chamar a atenção para este fenômeno, uma vez que 40% do oxalato urinário se origina do ascorbato dietético, sendo que 1 mg de oxalato é produzido a partir de 1 g de ascorbato, 12 mg a partir de 4 mg e 68 mg a partir de 9 mg, respectivamente.

 

 

Magnésio

 

Parece que o magnésio interfere na formação de cristais de oxalato de cálcio através de um mecanismo não conhecido.

 

 

Fósforo

 

Este elemento causa muita confusão na cabeça dos portadores de pedra nos rins e até de alguns médicos. O fósforo na verdade é um nome genérico dado a diversos tipos de fosfatos e suas combinações. Existem fosfatos tóxicos e atoxicos, fosfatos que causam problemas de saúde (como os cálculos renais) e fosfatos que são necessários ao organismo e extremamente benéficos à saúde. Os fosfatos causadores de cálculos renais são apenas dois: fosfato amoníaco magnesiano (estruvita) e o fosfato de cálcio (cálcico). Nos Estados Unidos alguns fosfatos tem sido utilizados no tratamento de litíase com bastante sucesso.

 

 

Proteínas

 

Existem vários estudos de grupos que consumiram pequena quantidade de proteína animal (50g/dia). Foi observado que estes grupos apresentaram um risco significativamente menor de formação de cálculos quando comparado com grupos que ingeriram uma quantidade maior de proteínas (77g/dia). Sabidamente, a ingestão de proteína irá causar um aumento da massa renal, a carga de sulfato filtrado na urina irá aumentar e consequentemente se desenvolve uma acidose metabólica. O aumento da massa renal irá aumentar o calcitriol plasmático levando a um aumento da absorção intestinal de cálcio com consequente aumento da carga de cálcio filtrada e a hipercalciúria pós prandial. Por outro lado, o aumento da carga de sulfato filtrado na urina irá se adicionar com o cálcio urinário dificultando sua absorção tubular levando consequentemente a hipercalciúria de jejum. A acidose metabólica que se desenvolve causará hipocitratúria, diminuição da absorção tubular de cálcio levando a hipercalciúria em 24 horas. Além disso, a acidose metabólica levará a um quadro de osteopenia por aumentar a reabsorção óssea. O excesso de proteína animal aumentará também a secreção de acido úrico urinário. Dessa forma teremos vários fatores que irão contribuir para a formação de cálculos renais a saber: hipercalciúria, hiperuricosúria e hipocitratúria.

 

 

Purinas

 

Quando ocorre um excesso dietético das purinas, capaz de levar a hiperuricosúria, isto poderá induzir a cristalização de cristais de urato ou mesmo de sais de cálcio iniciando-se assim a formação de cálculos homogêneos ou heterogêneos. Vários estudos sugerem que pacientes hiperuricosúricos apresentam uma ingestão maior de carnes, peixes e aves e que após a redução destes alimentos o estado de hiperuricosúria desaparece.

 

 

Carboidratos

 

Tem sido demonstrado que o consumo de carboidratos, como a glicose, poderia elevar a excreção urinária de cálcio e oxalato. O mecanismo pelo qual este efeito se verifica ainda não está totalmente definido. Acredita-se que o excesso de carboidratos na alimentação diminuiria a absorção de fosfato intestinal, levando a hipofosfatemia e conseqüente aumento do calcitriol plasmático implicando em aumento da absorção intestinal de cálcio e simultâneo aumento de absorção de oxalato. Parece, também, que os carboidratos estimulariam a síntese endógena de oxalato, que será posteriormente, excretado na urina. Além do mais, muitos alimentos ricos em carboidratos são também ricos em oxalato.

 

 

Fibras vegetais

 

A ingestão de fibras no mundo ocidental tem diminuído progressivamente. O seu papel na gênese da nefrolitíase parece ser via metabolismo do citrato, uma vez que existe uma correlação positiva entre a baixa excreção de citrato e a baixa ingestão de fibras. Uma outra possibilidade seria de que as fibras se ligariam ao cálcio no trato gastrointestinal, diminuindo a absorção intestinal deste mineral e conseqüente diminuição da excreção renal. Alguns trabalhos têm mostrado a direta correlação entre prevalência aumentada de litíase renal e baixa ingestão de fibras.

 

 

Gorduras

 

O exato mecanismo pelo qual a ingestão de gorduras seria mais um dos fatores litogênicos ainda parece obscuro. Na realidade, o que se sabe é que aqueles indivíduos que ingerem grande quantidade de gorduras são em geral consumidores de grande teores de proteínas. Simultaneamente, consomem também pequenas quantidades de fibras. No entanto, parece haver um mecanismo direto entre a absorção de oxalato e de cálcio e a presença de gorduras. A excessiva ingestão de gorduras causaria um aumento de ácidos graxos livres intestinais, estes se combinariam com o cálcio, diminuindo assim a concentração deste mineral na luz intestinal com conseqüente diminuição de sua disponibilidade para se unir ao oxalato. Logo, haveria um aumento de oxalato livre para ser absorvido.


 

 

COMO TRATAR O PROBLEMA DE PEDRA NOS RINS

 

Uma alimentação saudável e a ingestão de muito líquido (preferencialmente água), pode ajudar muito nesse sentido.

 

Em muitos casos, um cálculo renal pequeno pode eventualmente ser eliminado pela urina por si só, especialmente se a pessoa bebe bastante líquido. Mesmo sabendo que os cálculos renais trazem riscos imprevisíveis para o organismo, muitos médicos recomendam que a pessoa permaneça em casa, aliviando a dor com analgésicos (Voltaren, Arcoxia, Profenid, Feldene, etc) e antiespasmódicos (Buscopan). 

 

 

ESTOU TENDO UMA CÓLICA RENAL e agora? O que fazer em caso de desespero?

 

Ir rapidamente até o hospital mais próximo! É a solução mais apropriada, uma vez que a automedicação não é recomendada e, no caso de cólicas renais, ineficiente na maioria dos casos. Nos momentos de crise, pode não haver remédio que ajude senão ser levado a um pronto-socorro e tomar Voltaren, Profenid, Tramal ou algum outro medicamento na veia. O uso de Buscopan via oral, para as dores abdominais, pode ajudar, mas muitas vezes não resolve, principalmente nos momentos de dor mais intensa.

 

Use água quente! Para alívio imediato, em alguns casos, tenha sempre em mãos uma bolsa de água quente. Alternativamente, deixe a água do chuveiro cair diretamente sobre a região da dor por alguns minutos. A água quente ajudará a dilatar os vasos sangüíneos e a relaxar os músculos, fazendo com que a pedra tenha mais espaço e desta forma não incomode tanto. Isso geralmente alivia a dor por alguns instantes.

 

Não beba nada gelado! A bebida gelada faz o efeito contrário da bolsa de água quente, dificultando ainda mais a movimentação da pedra e consequentemente causando mais dor que o necessário.

 

 

 

 

 

NO HOSPITAL

 

No momento de uma cólica renal, o primeiro objetivo dos médicos é sempre aliviar a dor do paciente, o que pode-se  fazer com analgésicos e antiespasmódicos. Como já comentado em parágrafos anteriores, muitas pedras pequenas serão eliminadas espontaneamente pelo paciente. Outras podem necessitar de um tratamento específico. Cálculos de ácido úrico podem ser tratados clinicamente com grande ingestão de água, alcalinizantes da urina e substâncias que interferem na sua formação. Os cálculos de oxalato de cálcio dificilmente se dissolvem dessa maneira.

 

Muito comum também é a litotripsia extracorpórea, que utiliza ondas de choque para fragmentar o cálculo em pequenas partes. As pedras também podem ser retiradas através de tubos chamados endoscópios, os quais são finos e possuem iluminação na extremidade. Podem ser colocados da uretra em direção ao rim e com pinças especiais ou em associação com litotripsia os cálculos são removidos.

 

Os métodos modernos não estão livres de complicações e podem não ser efetivos, necessitando a complementação de outra modalidade de tratamento. É muito comum a litotripsia não quebrar totalmente o cálculo, sendo necessário retirar os fragmentos restantes através de outro método.

 

Caso uma litíase requeira um tratamento, o objetivo deste será remover completamente a pedra que foi diagnosticada. O método de tratamento normalmente é selecionado de acordo com o local em que a pedra se encontra e critérios particulares de cada médico. Os tratamentos convencionais são:

 

Se for nos rins - os métodos podem ser a litotripsia de onda de choque (um método não invasivo que utiliza energia para quebrar a pedra); litotripsia Percutânea (a energia é aplicada diretamente sobre a pedra através de um endoscópio que é inserido no rim); cirurgia tradicional com incisão; ou laparoscopia.

 

Se for no ureter - os métodos podem ser a litotripsia de ondas de choque; litotripsia endoscópica; remoção endoscópica; cirurgia tradicional com incisão; ou laparoscopia.

 

Se for na bexiga - os métodos podem ser a extração endoscópica ou litotripsia; cirurgia tradicional com incisão.

 

 

 

PREVENÇÃO

 

Você já teve pedra nos rins? Se sim, então preste muita atenção na prevenção. Quem já teve pedra nos rins, sempre estará susceptível à formação de novas pedras. A taxa de recorrência é de 10% no primeiro ano, 35% nos 5 anos subseqüentes e 50 a 60% em 10 anos. Por isso a grande importância de medidas de prevenção.

 

O principal conselho médico para pessoas que tem pedra nos rins é o de beber 2-3 litros de água por dia e evitar ingestão em excesso de proteína animal, principalmente a da carne vermelha. Sendo assim, como método de prevenção, também recomenda-se a ingestão de bastante água diariamente.

 

Para os cálculos de estruvita, também chamados de infecciosos, após a sua remoção é importante manter a urina livre da bactéria que pode causar a infecção. Exames de urina regulares são indicados para monitorar a presença da bactéria da urina.

 

 

 

 

 

 

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Mais informações sobre cálculos renais.

 

Pedra nos Rins Mentiras e Verdades.

 

 

 

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