O que é Fibromialgia? Causas, quem é afetado, tratamentos alternativos, exercícios, cura. Muitas informações úteis sobre esta doença chamada fibromialgia.

 

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TUDO SOBRE A FIBROMIALGIA

O que é a Fibromialgia?

Fibromialgia é uma desordem que causa dor muscular e fadiga. Pessoas com fibromialgia tem "pontos sensíveis" no corpo, que são lugares específicos no pescoço, ombros, costas, braços, quadril e pernas. Esses pontos doem quando pressionados.

Em outras palavras, fibromialgia caracteriza-se por dor muscular e tendinosa difusa crônica em pontos dolorosos de localização anatômica específica.

Fibromialgia

 

O termo fibromialgia refere-se a uma condição dolorosa generalizada e crônica. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição, distúrbios do sono . No passado, pessoas que apresentavam dor generalizada e uma série de queixas mal definidas não eram levadas muito a sério. Por vezes problemas emocionais eram considerados como fator determinante desse quadro ou então um diagnóstico nebuloso de “fibrosite” era estabelecido. Isso porque acreditava-se que houvesse o envolvimento de um processo inflamatório muscular, daí a terminação “ite”.

Atualmente a fibromialgia é considerada uma forma de reumatismo associada a sensibilidade do indivíduo frente a estímulos dolorosos. O termo reumatismo pode ser justificado pelo fato da fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos. O que não quer dizer que acarrete deformidade física ou outros tipos de seqüela.

 

No entanto a fibromialgia pode prejudicar a qualidade de vida e o desempenho profissional, motivos que plenamente justificam que o paciente seja levado a sério em suas queixas. Como não existem exames complementares que por si só confirmem o diagnóstico, a experiência clínica do profissional que avalia o paciente com fibromialgia é fundamental para o sucesso do tratamento.

 

A partir da década de 80 pesquisadores do mundo inteiro têm se interessado pela fibromialgia. Vários estudos foram publicados, inclusive critérios que auxiliam no diagnóstico dessa síndrome, diferenciando-a de outras condições que acarretem dor muscular ou óssea. Esses critérios valorizam a questão da dor generalizada por um período maior que três meses e a presença de pontos dolorosos padronizados.

 

Pessoas com fibromialgia apresentam sintomas como:

 

fibromialgia sintomas

 

  • Fadiga (cansaço);

  • Problema para dormir (sono superficial e não reparador - desperta mais cansado do que quando deitou à noite);

  • Falta de flexibilidade pela manhã;

  • Dor de cabeça (pode ser enxaqueca);

  • Ciclos menstruais doloridos;

  • Formigamento ou falta de sensibilidade nas mãos e pés (dormência dos pés e das mãos);

  • Depressão psíquica;

  • Ansiedade;

  • Dor abdominal com períodos de prisão de ventre intercalados com diarréia;

  • Problemas de raciocínio e memória.

Em nenhum momento haverá inflamação ou deformidade nas articulações e os movimentos não estão limitados.

Caracteristicamente, os portadores de fibromialgia têm os sintomas por anos sem modificações importantes. Os problemas mais característicos são dor e fadiga.
 

Estudos foram realizados para verificar se as dores sentidas na fibromialgia eram reais ou simplemente criadas pelo cérebro. Constatou-se que a dor da fibromialgia é real. Vários estudos experimentais avançados, que mostram o cérebro funcionando, mostram que os pacientes com fibromialgia estão sentindo dor e, além disso, que sentem mais dor do que pessoas sem fibromialgia. Também foram feitos estudos com o líquido que banha a medula e o cérebro (líquor) e foi visto que as substâncias que levam a sensação de dor para o cérebro estão de três a quatro vezes aumentadas em pacientes com fibromialgia, em comparação com pessoas sem o problema.

Tanto pacientes quanto médicos parecem entender melhor as causas de dor quando existe uma inflamação, um machucado, um tumor, que estão ali, visíveis, causando a dor. Na fibromialgia é diferente; se tirarmos um pedaço do músculo que está doendo e olharmos no microscópio, não encontraremos nada - porque o problema está somente na percepção da dor.

fibromialgia

 

 

O que causa a Fibromialgia?

 

As causas da fibromialgia ainda não são totalmente conhecidas. A causa e os mecanismos que provocam fibromialgia não estão perfeitamente esclarecidos. Não há nenhuma evidência concreta de que possa ser transmitida nem se verifica maior prevalência em familiares.

 

Diferentes fatores, isolados ou combinados, podem favorecer as manifestações da fibromialgia, dentre eles doenças graves, traumas emocionais ou físicos e mudanças hormonais. Assim sendo, uma infecção, um episódio de gripe ou um acidente de carro, podem estimular o aparecimento dessa síndrome. Por outro lado, os sintomas de fibromialgia podem provocar alterações no humor e diminuição da atividade física, o que agrava a condição de dor.

 

Sabe-se ainda, que a diminuição de serotonina e outros neurotransmissores provocam maior sensibilidade aos estímulos dolorosos e podem estar implicados na diminuição do fluxo de sangue que ocorre nos músculos e tecidos superficiais encontrados na fibromialgia.

 

Por ser um excelente antioxidante vascular natural, estudos tem apontado as sementes de uva em cápsulas como um componente importante na prevenção e até mesmo no tratamento da fibromialgia. Sabe-se que as sementes de uva em cápsulas são excelentes na prevenção de derrames, isquemias, problemas coronários, problemas circulatórios, trombose, entre outros. A semente de uva em cápsulas regula a pressão sanguínea e inibe processos inflamatórios musculares.

 

Pesquisas têm também procurado o papel de certos hormônios ou produtos químicos orgânicos que possam influenciar na manifestação da dor, no sono e no humor. Muito se tem estudado sobre o envolvimento na fibromialgia de hormônios e de substâncias que participam da transmissão da dor. Essas pesquisas podem resultar em um melhor entendimento dessa síndrome e portanto proporcionar um tratamento mais efetivo e até mesmo a sua prevenção.

 

Há vários fatores envolvidos na causa da fibromialgia. Fibromialgia tem sido relacionada a:

  • Eventos estressantes ou traumáticos, como acidente de carro;

  • Lesões repetitivas;

  • Certas doenças.

Fibromialgia também pode acontecer por si mesma. Alguns cientistas acreditam que um gene, ou genes, poderiam ter envolvimento sobre a fibromialgia. Os genes poderiam fazer a pessoa reagir fortemente a coisas que outros poderiam não achar doloroso.

 

fibromialgia dor

fibromialgia dores

 

 

Quem é afetado pela Fibromialgia?

 

Fibromialgia afeta até 1 em cada 50 americanos. A maioria das pessoas com fibromialgia são mulheres. Porém, homens e crianças também podem ter essa desordem. A maioria das pessoas é diagnosticada durante a meia idade. No Brasil, os números ainda são desconhecidos.

 

Com base em pesquisas internacionais, a freqüência da fibromialgia é de 1 a 5% na população em geral. Nos serviços de Clínica Médica, essa freqüência é em torno de 5 % e nos pacientes hospitalizados, 7.5%. Na clínica reumatológica, por sua vez, essa síndrome é detectada entre 14% dos atendimentos. No Brasil, alguns trabalhos falam a favor de uma prevalência em torno de 10% da população e salientam a influência de fatores sócio-econômicos.

 

A fibromialgia é mais freqüente no sexo feminino, que corresponde a 80% dos casos.

 

Em média, a idade do seu início varia entre 29 e 37 anos, sendo a idade de seu diagnóstico entre 34 e 57 anos. Os sintomas de dor, fadiga e distúrbios do sono tendem a instalar-se lentamente na vida adulta, no entanto, 25% dos casos referem apresentar estes sintomas desde a infância. Não se deve esquecer que as manifestações de dor muscular são muito comuns na infância, ocorrendo em torno de 7 % dos casos atendidos no ambulatório de Pediatria Geral. Isso não quer dizer que essas crianças terão evolução para fibromialgia. No entanto, foi descrita a tendência de a fibromialgia ocorrer em mulheres de uma mesma família.

 

Estudos indicam que pessoas com certas doenças podem ter maior probabilidade de ter fibromialgia. Essas doenças incluem:
 

  • Artrite reumatóide;

  • Lupus eritematoso sistêmico;

  • Artrite espinal.

 

Estudos apontam ainda que mulheres que têm algum membro da família com fibromialgia possuem maior probabilidade de também sofrerem essa desordem.

 

 

Como tratar a Fibromialgia?

 

Fibromialgia também pode ser de difícil tratamento. É importante encontrar um médico que seja familiarizado como a fibromialgia e seu tratamento. Reumatologistas, traumatologistas e alguns ortopedistas poderiam tratar a fibromialgia.

 

O tratamento para a fibromialgia geralmente requer abordagem de equipe, que pode incluir seu médico, um fisioterapeuta e possivelmente outro profissional da saúde. Uma clínica de dor e reumatismo poderia ser um bom lugar para obter tratamento.

 

Estudos demonstram que devido a suas propriedades medicinais, a semente de uva em cápsulas pode prevenir e auxiliar no tratamento de fibromialgia.

fibromialgia tratamento

 

fibromialgia remedios

O FDA (órgão americano que regula medicamentos) ainda não aprovou nenhum remédio de tratamento específico para a fibromialgia. Os médicos podem tratar a fibromialgia com remédios aprovados para outros propósitos. Remédios para dor e antidepressivos são geralmente usados no tratamento.

 

Os antiinflamatórios comumente usados no tratamento de muitos tipos de reumatismos, não surtem um resultado tão eficaz na fibromialgia. Entretanto, modestas doses de aspirina, ibuprofen ou acetaminofen podem promover algum alívio da dor. Estudos mostram que medicações do tipo: narcóticos, tranqüilizantes, ou derivados de esteróides, são ineficazes e devem ser evitadas por causa de seus efeitos colaterais.

 

Medicações que promovem sono profundo e relaxamento muscular ajudam muitas pessoas com fibromialgia a se sentirem mais descansadas. Essas incluem a amitriptilina, a doxepina, a ciclobenzaprina além de outras medicações inibidoras da recaptação de serotonina.

 

Apesar destas medicações também serem usadas para tratar diferentes tipos de depressão, elas são prescritas para pessoas com fibromialgia em pequenas doses. No tratamento da fibromialgia, essas medicações são usadas mais com o objetivo de aliviar a dor, relaxar os músculos e melhorar o sono, do que especificamente para aliviar os sintomas de depressão.

Embora muitas pessoas possam melhorar o sono e sentir menos desconforto quando tomam essas medicações, as variações individuais nos resultados podem ser grandes. Além disso, algumas medicações podem gerar efeitos colaterais como sonolência, constipação, boca seca e apetite aumentado. Estes efeitos geralmente não são severos, mas podem causar perturbações e por isso limitar o uso dessas drogas. Converse com seu médico se você tiver dúvidas sobre esse assunto.
 

 

 

 

 

 

Quadro Clínico

 

A dor muscular é uma manifestação muito freqüente na fibromialgia, podendo ser difusa ou acometer preferencialmente algumas regiões, como o pescoço e os ombros e então propagar-se para outras áreas do corpo. O paciente descreve sua sensação de dor das mais diferentes formas: desde um leve incômodo até uma condição incapacitante. Por vezes relata ardência, dor em pontadas, rigidez, câimbras. Essas manifestações variam de acordo com o horário do dia, intensidade dos esforços físicos realizados, condições climáticas, aspectos emocionais e ligados ao padrão do sono. Apesar de a fibromialgia poder apresentar-se de forma extremamente dolorosa e incapacitante, ela não ocasiona comprometimento das articulações e não causa deformidades.

Como no exame físico não são encontrados achados característicos, foram propostos em 1990 critérios que são adotados internacionalmente para o diagnóstico da fibromialgia.

Tender Points - Fibromialgia

 

Esses critérios baseiam-se na presença de dor generalizada e de pontos padronizados que são pesquisados pelo médico. A presença dos pontos dolorosos é o achado primordial do exame físico. Esses pontos são considerados presentes quando, ao serem pressionados pelo médico, o paciente refere dor. Tecnicamente, os pontos pressionados pelo médico onde o paciente sente dor, são chamados "tender points".

 

A fibromialgia tem despertado o crescente interesse da classe médica em suas diferentes especialidades. Isso é muito bom, porque as manifestações observadas na fibromialgia também podem estar presentes em outras doenças. Portanto se uma pessoa apresentar queixas de dor muscular por um período maior que três meses consecutivos, aconselha-se que ela procure o seu médico para que o diagnóstico correto seja estabelecido.

 

Critérios para classificação da doença:

 

1) Presença de dor difusa pelo corpo definida como dor acima, abaixo ou em ambos os lados da cintura, com pelo menos três meses de duração, e comprometimento de pelo menos um segmento da coluna;

 

2) Presença de pelo menos 11 dos 18 tender points (9 pares, um de cada lado).

 

1 - inserção do músculo suboccipital

 

2 - borda posterior do esternocleidomastóideo na projeção do processo transverso de C5

 

3 - região média da borda superior do trapézio

 

4 - inserção do supra-espinal acima da espinha da escápula, próximo ao bordo superior

 

5 - segunda costela, lateralmente a junção costocondral, na superfície superior

 

6 - 2cm distal ao epicôndilo lateral

 

7 - quadrante súpero-lateral da nádega, anteriormente ao músculo

 

8 - posteriormente a eminência trocanteriana

 

9 - gordura medial do joelho, proximal a interlinha articular

 

 

musculos e a fibromialgia

 

 

É importante salientar que a presença de outra doença concomitante não exclui o diagnóstico de fibromialgia, e que, para ser considerado doloroso um ponto deverá sê-lo quando palpado com uma força aproximada de 4 kg. Ponto sensível não é doloroso; a palpação de outros pontos deve ter a mesma  intensidade de dor.

 

dores causadas pela fibromialgia

 

A fibromialgia pode estar associada à fadiga intensa (síndrome da Fadiga Crônica), à irritação intestinal (síndrome do cólon irritável), á dor de cabeça (cefaléia), a condições que causam o movimento involuntário das pernas durante o sono (síndrome das pernas inquietas) e à presença de irritabilidade na bexiga. Por vezes o paciente relata inchaço das mãos e dedos arroxeados em ambientes frios (fenômeno de Raynaud).

 

É muito freqüente o paciente relatar dificuldades para dormir, o que resulta em sonolência diurna. Esse quadro é denominado de sono não restaurador, porque o paciente acorda de manhã cedo com a sensação de que dormiu mal e não descansou durante a noite.

 

Não se pode deixar de mencionar as alterações do humor presentes na fibromialgia e que podem resultar em quadros de ansiedade e/ou depressão. Pessoas com fibromialgia ocasionalmente referem  diminuição na capacidade de se concentrar  e de executar tarefas comuns. Não há evidências de que esses  problemas se tornem mais sérios com o decorrer do tempo.

 

 

Crianças podem ter Fibromialgia?

Sim. Estudos demonstram que alguns pacientes relatam sintomas dolorosos desde a infância.

O reconhecimento das doenças que se manifestam com dor na infância é importante no sentido de se tentar melhorar o desempenho e a qualidade de vida da criança. Dentre essas condições dolorosas destaca-se a fibromialgia que manifesta-se com dor musculoesquelética difusa crônica sem acometimento inflamatório ou envolvimento articular. Na infância a fibromialgia tem sido descrita desde 1985 por Yunus & Masi, sendo que, desde então, diversos autores têm se interessado pelo tema.

As manifestações da fibromialgia tendem a ter início na vida adulta, no entanto 25% dos pacientes referem apresentar sintomas dolorosos desde a infância.

De fato, as queixas musculoesqueléticas são muito comuns na infância e adolescência. Em escolares a prevalência de dores musculoesqueléticas é de 1,2 a 7%, com idade média de 10 anos. Esse diagnóstico torna-se progressivamente mais freqüente com o aumento na faixa etária de 8 a 21 anos. A presença de dores em alguma parte do corpo nos últimos três meses ocorre em 70% das crianças, ao menos uma vez por mês, em 32%, ao menos uma vez por semana, sendo mais rara a queixa de dor diária. Um levantamento mexicano observou que 1/3 de crianças pré-escolares apresenta queixas dolorosas musculoesqueléticas e 1,3% destas preenchem critérios para fibromialgia.

Em ambulatórios de Reumatologia Pediátrica a freqüência de dores musculoesqueléticas pode chegar a 55% dos atendimentos. Um estudo realizado por um período de 8 anos, com 81 adolescentes atendidos ambulatorialmente, demonstrou que 50% destes apresentavam dores difusas e 50% dores localizadas. Dos que apresentavam dores difusas, 81% dos casos preenchiam critérios para fibromialgia, sendo que 10% dos pacientes com dores localizadas evoluíram com queixas dolorosas difusas.

Quanto ao sexo, a fibromialgia juvenil é mais freqüente em meninas, em torno de 75% dos casos. Por outro lado, um estudo de 60 atendimentos consecutivos de adolescentes do sexo feminino em um ambulatório de Reumatologia demonstrou que 32% das pacientes preenchiam critérios para fibromialgia.

As manifestações dolorosas crônicas tendem a agrupar-se em famílias ditas “dolorosas”. A presença das queixas dolorosas entre os membros de uma família e ao longo de gerações pode relacionar-se a mecanismos genéticos, ambientais ou comportamentais. Até já foi sugerida uma transmissão genética, no entanto estudos subseqüentes não confirmaram esta hipótese, demonstrando que a freqüência de fibromialgia em filhos de pacientes com fibromialgia é de apenas 28%. Inversamente, estudando crianças com fibromialgia, a probabilidade destas apresentarem mães com o mesmo diagnóstico é de 71%.

Parentes de pacientes com fibromialgia apresentam mais freqüentemente piora da qualidade de vida, grande número de pontos dolorosos e o diagnóstico de fibromialgia está presente em 25% destes. Deve-se considerar ainda que crianças com fibromialgia e seus pais apresentam maior freqüência de fadiga quando comparados a crianças com artrite reumatóide juvenil.

Apesar de não se saber o que causa a fibromialgia juvenil, diversos fatores estão envolvidos em suas manifestações, fazendo que a criança fique mais sensível frente a processos dolorosos, a esforços repetitivos, à artrite crônica, a situações estressantes como cirurgias ou traumas, processos infecciosos e distúrbios psicológicos Acredita-se que exista uma interação de fatores genéticos, neuroendócrinos, psicológicos e distúrbios do sono predispondo o indivíduo à fibromialgia.

O diagnóstico de fibromialgia baseia-se na pesquisa de pontos de dor de acordo com o que é padronizado pelo Colégio Americano de Reumatologia desde 1990. Assim, é necessária a presença de queixas dolorosas musculoesqueléticas difusas, na vigência de 11 dos 18 pontos padronizados, que são pesquisados por meio de digitopressão. Os pontos dolorosos correspondem a inserções de tendões ao osso ou a músculos.

A dificuldade em se avaliar as queixas dolorosas em crianças ocorre devido à certa disparidade entre as queixas da criança e o que é referido pelos pais. Soma-se a isso a credibilidade da informação obtida da criança. Portanto, a pesquisa dos pontos de dor deve ser feita de forma cautelosa e, às vezes, torna-se necessária mais de uma consulta, em intervalos de tempo de uma semana a um mês para a confirmação dos achados. Quanto mais nova a criança, mais difícil se torna firmar o diagnóstico de fibromialgia.

Além disso, comparando-se crianças com fibromialgia e com artrite reumatóide juvenil, as com fibromialgia apresentam maior fadiga, queixas dolorosas mais proeminentes e maior número de pontos dolorosos. Assim como no adulto, na fibromialgia juvenil queixas de sono não restaurador, ansiedade, cefaléia, parestesias e sensação subjetiva de edema de extremidades estão presentes. Nos casos de síndrome da fadiga crônica descritos em crianças, quase 30% dos pacientes preenchem critérios para fibromialgia.

Na fibromialgia primária não foram observadas alterações nas provas laboratoriais, exame radiológico, eletromiográfico ou histopatológico. A polissonografia pode apresentar alterações como a redução da quantidade do sono de ondas lentas ou a intrusão de ondas alfa nesses estágios do sono onde predominam as ondas delta e aumento no número de despertares.

O diagnóstico de fibromialgia não exclui a presença de outras doenças, como a artrite crônica juvenil, hipermobilidade ou a associação com o hipotireoidismo, tendo sido descritos casos em zonas endêmicas para a doença de Lyme, que é causada pela mordedura de carrapatos.

A hipermobilidade e as dores musculoesqueléticas são freqüentes em pré-adolescentes, mas a primeira não parece ser um fator determinante para as manifestações dolorosas. Da mesma forma a associação entre fibromialgia e hipermobilidade é controversa, sendo necessários estudos a longo prazo.

Apesar de estar muitas vezes associada a distúrbios emocionais, a fibromialgia não é uma condição psicogênica. Crianças com fibromialgia orientadas quanto à forma de lidar com a sua sintomatologia não apresentam diferença significante no ajustamento psicológico e relacionamento familiar quando comparadas a outras crianças. Por outro lado, as dificuldades familiares e a vida estressante podem estar presentes na história de crianças com condições dolorosas crônicas sem que uma relação causa-efeito possa ser estabelecida.

 

Efeitos benéficos dos exercícios físicos para Fibromialgia

Todas as pessoas precisam fazer alguma forma de exercício para manter um condicionamento físico compatível com as atividades que exerce. Na fibromialgia os exercícios são particularmente úteis. No entanto nota-se que muitas pessoas com fibromialgia ficam desencorajadas a fazer atividades físicas, poupando os movimentos nos locais dolorosos por temerem um agravamento de seus sintomas. Esse raciocínio é errôneo pois,por meio de exercícios físicos, pode-se promover um relaxamento nos locais de dor, bem como uma melhora dos sintomas e da qualidade de vida. Os exercícios físicos na fibromialgia, alem de promover um melhor condicionamento cardiovascular, atuam sobre o sistema musculoesquelético , ou seja, favorecem a mobilidade de grupos musculares que se encontram em contração prolongada , promovem o alongamento de tendões,melhoram o equilíbrio durante a marcha, enfim,faz a pessoa sentir-se melhor e mais saudável. É importante esclarecer algumas características dos programas de exercício físico para a fibromialgia. Uma delas é a característica aeróbica, ou seja, os movimentos não podem ser extenuantes porque isso prejudica o metabolismo das fibras musculares e favorece o acúmulo de substâncias que levam à dor. Portanto, trabalhos científicos são favoráveis a exercícios leves, progressivos, em pequena quantidade, mas que sejam realizados diariamente, de modos criteriosos, regulares e obedecendo a uma seqüência programada de forma personalizada.

O limite do que pode ser feito é determinado pela própria pessoa e é influenciado pela idade, presença de doenças concomitantes e limitações do sistema locomotor, que se agravam com algum movimento específico.

Alem disso, de acordo com as pesquisas os exercícios devem ser praticados no período da manhã, mas os cuidados com a postura devem ser tomados durante todo o dia, no sentido de prevenir sobrecargas e esforços repetitivos. Deve-se ressaltar ainda que a pessoa que pratica exercícios físicos torna-se mais disposta: observa-se melhora do humor, das expectativas e uma postura mental mais positiva, isso sem falar na melhora da auto-estima.

 

Efeitos maléficos da falta de exercícios físicos

Pessoas ditas sedentárias, ou seja, aquelas que não se exercitam, apresentam algumas das conseqüências observadas em pacientes que passam longos períodos acamados. É descrita uma tendência à perda do condicionamento muscular, à perda de massa óssea e ao ganho de peso com o passar da idade. Por esse motivo a pessoa com fibromialgia que é sedentária cansa-se mais fácil e apresenta mais sintomas de dor e sono não reparador. As conseqüências são a má postura, a queda no seu desempenho, as atividades diárias parecem mais difíceis de serem efetuadas e a pessoa fica desanimada e angustiada ao se ver em tal condição. Deve-se  portanto procurar uma saída nesse círculo vicioso de inatividade, dor e angústia. O que estiver ao alcance do paciente com fibromialgia é válido. Deve-se começar por algum ponto, ou seja, melhorar a dor, o condicionamento físico ou a postura mental. Como fazer exercícios é uma medida saudável e seus benefícios duradouros, comece hoje mesmo, com pelo menos uma caminhada diária de 15 minutos. O começo é sempre um desafio!

 

Sugestão de alguns exercícios físicos para Fibromialgia

Objetivos

  • Melhorar os sintomas de dor;

  • Evitar contrações dolorosas de grupos musculares;

  • Melhorar a força muscular;

  • Favorecer a coordenação motora para as atividades diárias;

  • Promover uma postura adequada;

  • Melhorar a disposição;

  • Auxiliar no controle de peso;

  • Auxiliar no controle de ansiedade;

  • Melhorar a auto-estima.

Aquecimento

Atua melhorando o aporte sangüíneo para os músculos e tendões, adequando a freqüência cardíaca e respiratória. Com isso melhora a resistência física para os exercícios ou mesmo para as atividades diárias que o indivíduo irá desempenhar.

Exercícios de Alongamento

São importantes para promover o equilíbrio, coordenação motora e melhorar a condição de dor.

Exercícios de Resistência

São importante para o condicionamento cardiovascular, controle de peso e fortalecimento muscular.

Relaxamento Muscular

Ao final de uma série de exercícios, são feitos alguns alongamentos e exercícios com a respiração que visa “desacelerar” o organismo para retornar à sua rotina.

 

 

 

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