Saiba o que é diabetes. Tudo sobre diabetes de todos os tipos: melittus, gestacional, do tipo 1, do tipo 2. Leia aqui o que é, tratamento, sintomas, causas e tudo o que você precisa saber sobre diabetes.

 

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DIABETES - TUDO SOBRE DIABETES


 
 

O que é Diabetes?

 

Diabetes é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue. A glicose é a principal fonte de energia do organismo porém, quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde como por exemplo o excesso de sono no estágio inicial, problemas de cansaço e problemas físicos-táticos em efetuar as tarefas desejadas. Quando não tratada adequadamente, podem ocorrem complicações como ataque cardíaco, derrame cerebral, insuficiência renal, problemas na visão, amputação do pé e lesões de difícil cicatrização, dentre outras complicações.

Diabetes
DIABETES

Você está procurando mais informações sobre diabetes? Tire suas dúvidas e descubra que não é tão complicado um diabético ter uma vida saudável.

 

"Os alimentos sofrem digestão no intestino e se transformam em açúcar, chamada glicose que é absorvida para o sangue. A glicose no sangue é usada pelos tecidos como energia. A utilização da glicose depende da presença de insulina, uma substancia produzida nas células do pâncreas. Quando a glicose não é bem utilizada pelo organismo ela se eleva no sangue o que chamamos de HIPERGLICEMIA. Diabetes é a elevação da Glicose no sangue: HIPERGLICEMIA".

 

Saiba sobre os tipos de diabetes, sinais e sintomas, medicamentos, atividades físicas, os principais cuidados para evitar as complicações, etc.

 

Diabetes é uma doença provocada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crônicas características.


O distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves conseqüências tanto quando surge rapidamente como quando se instala lentamente. Nos dias atuais se constitui em problema de saúde pública pelo número de pessoas que apresentam a doença, principalmente no Brasil.

 

Embora ainda não haja uma cura definitiva para a/o diabetes (a palavra tanto pode ser feminina como masculina), há vários tratamentos disponíveis que, quando seguidos de forma regular, proporcionam saúde e qualidade de vida para o paciente portador.

Diabetes é uma doença bastante comum no mundo, especialmente na América do Norte e norte da Europa, acometendo cerca de 7,6% da população adulta entre 30 e 69 anos e 0,3% das gestantes. Alterações da tolerância à glicose são observadas em 12% dos indivíduos adultos e em 7% das grávidas. Porém estima-se que cerca de 50% dos portadores de diabetes desconhecem o diagnóstico. Segundo uma projeção internacional, com o aumento do sedentarismo, obesidade e envelhecimento da população o número de pessoas com diabetes no mundo vai aumentar em mais de 50%, passando de 380 milhões em 2025.

 

 

Tabela de Índices de Glicose para diagnóstico

 

Tabela Diabetes

 

 

Diabetes apresenta diversas formas clínicas, sendo classificado em:

 

  • Diabetes Mellitus tipo I:

Ocasionado pela destruição da célula beta do pâncreas, em geral por decorrência de doença auto-imune, levando a deficiência absoluta de insulina.

 

  • Diabetes Mellitus tipo II:

Provocado predominantemente por um estado de resistência à ação da insulina associado a uma relativa deficiência de sua secreção.

 

  • Outras formas de Diabetes Mellitus:

Quadro associado a desordens genéticas, infecções, doenças pancreáticas, uso de medicamentos, drogas ou outras doenças endócrinas.

 

  • Diabetes Gestacional:

Circunstância na qual a doença é diagnosticada durante a gestação, em paciente sem aumento prévio da glicose.

Conforme pode ser observado no item acima, são várias as causas do Diabetes Mellitus.

No Diabetes Mellitus tipo I, a causa básica é uma doença auto-imune que lesa irreversivelmente as células pancreáticas produtoras de insulina (células beta). Assim sendo, nos primeiros meses após o início da doença, são detectados no sangue dos pacientes, diversos anticorpos sendo os mais importantes o anticorpo anti-ilhota pancreática, o anticorpo contra enzimas das células beta (anticorpos antidescarboxilase do ácido glutâmico - antiGAD, por exemplo) e anticorpos anti-insulina.

No Diabetes Mellitus tipo II, ocorrem diversos mecanismos de resistência a ação da insulina, sendo o principal deles a obesidade, que está presente na maioria dos pacientes.

Nos pacientes com outras formas de Diabetes Mellitus, o que ocorre em geral é uma lesão anatômica do pâncreas, decorrente de diversas agressões tóxicas seja por álcool, drogas, medicamentos ou infecções, entre outras.


Metabolismo

 

Diabetes Mellitus

Um dos processos metabólicos do organismo é a conversão de alimentos em energia e calor dentro do corpo. Os alimentos são constituídos de três nutrientes principais (coloque a seta sobre uma imagem para visualizar o produto de digestão):

Podemos retirar energia de qualquer uma das três categorias, mas a glicose é especialmente importantes porque é rapidamente convertida em energia quando necessário.

No período após a ingestão de alimentos (estado alimentado), devido à grande quantidade de nutrientes no sangue, há predomínio de processos de armazenamento de nutrientes sobre os de quebra. Quando os níveis de glicose no sangue aumentam, a insulina é secretada.

 

A função mais conhecida da insulina é a regulação da quantidade de glicose no sangue (glicemia). A insulina atua como uma chave, abrindo portas nas paredes das células musculares e do tecido adiposo, permitindo que o açúcar do sangue entre nas células para produzir energia e faz com que os níveis de açúcar no sangue voltem ao normal. No tecido adiposo, a insulina facilita a conversão de glicose em ácidos graxos (lipogênese) e inibe a quebra de lipídeos (lipólise). No fígado, a insulina ajuda na conversão de glicose em glicogênio (molécula composta por várias glicoses que quando necessário é quebrada para a liberação da glicose), além de diminuir a formação de glicose a partir de outras fontes como os aminoácidos (moléculas que compõem as proteínas). A ação da insulina é contrabalançada por outros hormônios, tais como o glucagon.

No estado de jejum, todos os nutrientes foram armazenados ou utilizados. Há tendência à queda da glicemia, o mesmo ocorrendo com a secreção de insulina. O resultado é a redução da síntese de gordura, com aumento da lipólise no tecido adiposo e da oxidação (para a liberação de energia) de ácidos graxos, principalmente nos músculos e no fígado.

diabetes mellitus
 


Os níveis de glucagon no sangue aumentam, resultando em quebra do glicogênio para liberação de glicose no sangue e a formação de glicose que ocorrem principalmente no fígado.

 

 

Principais complicações do Diabetes

 

Diabetes

Retinopatia: É uma enfermidade na retina. Este problema ocorre em 75% a 95% dos adultos que têm diabetes por mais de 15 anos. Controlar os níveis de açúcar no sangue e a pressão arterial ajuda a prevenir esta doença. Apesar de atingir boa parte de quem tem diabetes do tipo 1, a perda da visão é insignificante na maior parte dos casos.

Nefropatia: Entre 35% e 45% das pessoas com esta doença desenvolvem problemas nos rins, é a chamada nefropatia. O mau funcionamento destes órgãos pode levar à falência dos rins e a problemas no coração.

Neuropatia: Se refere a doença do sistema nervoso que ocasiona sintomas como dores e entorpecimento.

Comprometimento da circulação sanguínea: Grande quantidade de açúcar no sangue pode levar a danos nos nervos e enrijecimento das artérias, o que compromete a circulação sanguínea, especialmente nos pés. Isto aumenta o risco de ferimentos e dificulta a cura de feridas abertas. É o chamado pé diabético que, em alguns casos extremos, pode levar à amputação do membro.


Acidente Vascular Cerebral: pode ocorrer de um vaso se romper e o sangue extravasar alagando uma área da massa cinzenta do cérebro.


 

Diabetes Gestacional


Quais complicações o diabetes gestacional pode trazer?

 

Esta doença pode afetar o desenvolvimento do bebê ao longo da gravidez. No início da gravidez, o diabetes gestacional pode levar ao aborto ou então ao nascimento de um bebê com problemas, principalmente no cérebro e no coração.

A partir do sexto mês, pode levar a uma nutrição excessiva do bebê, devido aos altos níveis de açúcar, e ao crescimento acima do normal. Isto não afetará a criança, mas pode dificultar o momento do parto, já que é mais complicado dar à luz pelo parto normal a um bebê muito grande. Além disso, quando o feto recebe mais nutrientes do que o suficiente, pode levar à hiperinsulinemia, ou seja, a glicose no sangue pode ficar em níveis muito baixos depois do parto, já que ele não estará mais recebendo esta substância de sua mãe. Mas, com tratamento adequado, o bebê ficará saudável e sem seqüelas.

 

Quais fatores aumentam o risco de ter o diabetes gestacional?
 

- Estar cerca de 20% acima do seu peso ideal;


- Ter alguém com diabetes na família;


- Já ter dado à luz a um bebê de mais de quatro quilos;


- Já ter dado à luz a um bebê que nasceu morto;


- Já ter desenvolvido diabetes gestacional em uma gravidez anterior ;


- Ter muito líquido amniótico.

Diabetes Gestacional

Vou continuar com diabetes mesmo depois da gravidez?
 

O normal é que os níveis de glicose voltem ao normal cerca de seis semanas após o parto, uma vez que a placenta, responsável pela produção extra de hormônios que causa a resistência à insulina, é eliminada completamente pelo corpo. Se isto não acontecer, seu médico poderá lhe indicar um tratamento, que irá do controle da alimentação até a possibilidade de aplicação de injeções de insulina. Você deve ficar atenta também na sua próxima gravidez, já que mulheres que já tiveram diabetes gestacional têm entre 40% e 50% de chance de terem esta doença na próxima gravidez.
 


 

Fatores Genéticos ligados ao desenvolvimento do diabetes

Tanto o diabetes do tipo 1, quanto do tipo 2, tem fatores genéticos importantes, sendo o principal fator desencadeante de 20-30% dos casos de tipo 1 e de 5-10% dos casos de diabetes tipo 2. Geralmente essa predisposição genética resulta em disfunção do pâncreas na produção de insulina. O tipo 1 é desencadeado mais cedo, atingindo crianças e adolescentes (principalmente por volta dos 10 aos 14 anos), justamente pelo fator genético. Pode ter tanto origem monogênica (um único gene defeituoso em áreas centrais da produção de insulina) quanto poligênica (vários genes em áreas secundárias). Os estudos indicam por volta de 20 genes responsáveis mas apenas 13 foram comprovados.
 

Estudos indicam que cerca de 12% da população ocidental possui um ou mais genes favoráveis ao desenvolvimento de diabetes.

A diabetes tipo 2 (Diabetes Mellitus tipo 2) também tem um fator genético, ocorrendo simultaneamente em 50 a 80% dos gêmeos idênticos e 20% dos não-idênticos. Entre os Pima (nativos americanos do Arizona) 50% da população desenvolve a Diabetes Mellitus tipo 2 enquanto em certos grupos orientais atinge menos de 1%. Porém, é importante lembrar que mesmo com uma genética favorável, hábitos saudáveis servem para prevenir e adiar o aparecimento dessa doença que acomete geralmente apenas os obesos, hipertensos e dislipidêmicos (que compreendem de 90-95% de todos os casos).

 


Atenção aos pés, se você tem diabetes


Quando se tem diabetes, é preciso ter um cuidado redobrado com os pés, uma vez que feridas e cortes mal curados podem levar à imputação dos membros inferiores. O diabetes é capaz de danificar os nervos e os vasos sanguíneos, o que pode reduzir o fluxo de sangue para os pés. Estima-se que um em cada cinco diabéticos procure hospitais com problemas nos pés. Siga as dicas abaixo para evitar este problema:
 

- Lave e seque bem seus pés;
- Use sabonetes neutros;
- Use água morna;
- Seque com cuidado, não esfregue;
- Use loção hidrante para evitar o ressecamento dos pés, mas não passe entre os dedos;

- Examine seus pés todos os dias;
- Cheque o estado deles, se você não consegue ver seus pés, peça para alguém ver isso;
- Não deixe a pele seca e quebradiça;

- Veja se eles não estão avermelhados, se estão ficando mais quentes do que outras partes do corpo;
- Se você tiver bolhas ou calos, não os estoure, coloque um curativo para protegê-los;

- Deixe de lado sapatos que te machucam;
- Cuide das unhas dos pés;
- Corte as unhas logo após o banho, quando elas estão mais macias;

- Não corte os cantos das unhas;
- Se preferir, procure um podólogo (técnico especializado no tratamento das unhas dos pés);
- Tome cuidado ao se exercitar;
- Use sapatos confortáveis para caminhar e realizar exercícios;
- Não faça atividades físicas se estiver com feridas abertas nos pés ou na região das pernas;
- Proteja seus pés com sapatos e meias;
- Nunca ande descalço;
- Evite sapatos de salto alto e bico fino;
- Evite sapatos que deixem seus dedos e calcanhares muito expostos;
- Não use sapatos novos por mais de uma hora, pois eles podem causar bolhas e feridas;
- Sempre olhe seu sapato por dentro antes de colocá-lo para evitar que algum objeto machuque seus pés;

Pé diabético

 

Diabetes pé

- Evite meias muito apertadas;
- Prefira meias feitas de fibras naturais, como algodão e lã;
- Certifique-se de que seus sapatos são adequados para o tamanho de seus pés. Nada de usar sapatos apertados.

 

Diabetes e infecções


O diabetes pode reduzir a habilidade do corpo de lutar contra infecções. Altos níveis de glicose no sangue levam a altos níveis de glicose também nos tecidos do corpo. Quando isso acontece, o crescimento de bactérias e, por conseqüência, de infecções se acelera. Lugares que geralmente sofrem com infecções são os rins, a vagina, os pés, a pele e as gengivas.

Embora boa parte das infecções seja tratada com sucesso, é preciso saber reconhecer os sintomas para evitar que a infecção se agrave e o tratamento fique mais complicado. Procure seu médico assim que apresentar alguns destes sintomas:

- Febre acima de 38 graus
- Suadouro ou calafrios
- Erupções na pele
- Dores, vermelhidão ou inchaço pelo corpo
- Tosse seca e persistente por mais de dois dias
- Congestão nasal, dores de cabeça
- Manchas brancas na boca ou na língua
- Náusea, vômitos ou diarréia
- Problemas na urinação: dores ou queimação e aumento da freqüência


Resistência à insulina e diabetes

Se você tem diabetes ou pré-diabetes, você provavelmente já ouviu falar sobre a resistência à insulina ou sobre a síndrome metabólica. Estes termos servem para designar uma combinação de problemas de saúde que tem uma ligação comum: aumentam o risco de se ter doenças do coração. O conjunto de condições advindas da resistência à insulina aumenta também as chances de desenvolvimento do diabetes do tipo 2 e de arteriosclerose.


O que é resistência à insulina?

Geralmente, a comida ingerida pelos seres humanos é digerida e transformada em glicose e outras substâncias básicas que são absorvidas pela corrente sanguínea. O aumento da quantidade de glicose no sangue sinaliza que o pâncreas precisa produz mais insulina, uma vez que este hormônio é o responsável por transportar o açúcar do sangue para as outras células do corpo. O açúcar serve de energia para as células. Na resistência à insulina, as células têm uma capacidade reduzida de responder à ação da insulina. Para compensar isto, o pâncreas passa a produzir ainda mais hormônio. Mesmo assim, a insulina fica em altos níveis no sangue e o açúcar não chega às células para alimentá-las. Como passar do tempo, as pessoas com este problema podem desenvolver diabetes.

Quais são os problemas relacionados à resistência à insulina?
Glicemia de jejum alterada, tolerância à glicose prejudicada e diabetes do tipo 2: ocorrem porque o pâncreas é incapaz de produzir quantidade suficiente de insulina para lidar com a resistência a ela. Os níveis de açúcar no sangue sobem e o diabetes aparece
Pressão alta: o mecanismo ainda não está muito claro, mas estudos sugerem que quanto mais alta a pressão, maior é a resistência à insulina
Níveis anormais de colesterol: pessoas com resistência à insulina geralmente apresentam altos níveis de colesterol ruim (LDL) e baixos níveis de colesterol bom (HDL), além de altos níveis de triglicérides, outro tipo de gordura presente no sangue
Doenças do coração: a resistência à insulina pode levar a arteriosclerose, além de aumentar o risco de aparecimento de trombose
Obesidade: este é um dos maiores fatores que levam ao aparecimento da resistência à insulina, principalmente se a pessoa tiver uma grande quantidade de gordura concentrada na região abdominal. A obesidade prejudica a resposta do organismo à ação da insulina
Danos aos rins: pode ser resultado da síndrome. Se sua urina apresentar proteína, pode ser por causa da resistência a insulina.

 

Como diagnosticar a doença?


Não existe um teste simples para saber se você tem ou não resistência à insulina. Mas o seu médico pode suspeitar e lhe pedir exames específicos se você apresentar os seguintes fatores de risco:

- Ter mais de um parente ou irmão que tenha diabetes do tipo 2, hipertensão ou doença cardiovascular;

- Ter obesidade ou estar acima do peso;
- Ter o corpo em forma de maçã, ou seja, mais gordura localizada na região da cintura do que nos quadris;
- Ter mais de 40 anos;
- Ter desenvolvido diabetes gestacional quando grávida;
- Ter pré-diabetes;


Qual o tratamento adequado para esta doença?

Há medicamentos que fazem com que seu corpo fique mais sensível à ação deste hormônio.


É possível prevenir a resistência à insulina?

Sim, se você leva um estilo de vida saudável, você pode evitar esta doença e outras doenças associadas:

- Exercite-se;
- Mantenha num peso saudável;
- Alimente-se bem.


Diabetes e problemas de pele


Até um terço dos diabéticos vai apresentar algum problema de pele ao longo de suas vidas. A maioria destas doenças, no entanto, pode ser curada ou controlada.

Escleroderma: Embora seja raro, este problema de pele pode afetar pessoas com diabetes do tipo 2. Ela leva ao enrijecimento da pele da parte de cima das costas, incluindo a parte de trás do pescoço. Hidratantes podem ajudar a deixar a pele mais macia, mas é o controle dos níveis de açúcar no sangue que fará com que a moléstia desapareça
Vitiligo: Nesta doença, a pele vai perdendo coloração aos poucos. É um problema mais comum nas pessoas com diabetes do tipo 1, mas também aparece nas que desenvolveram o tipo 2. As células responsáveis pela pigmentação da pele são destruídas e o resultado são manchas brancas, ou seja, descoloridas, pelo corpo.

Na maioria das vezes, a perda de cor tem início nas extremidades do corpo como dedos dos pés e das mãos, cotovelos, joelhos e tornozelos. A pessoa com vitiligo também tem dificuldade de pigmentar áreas nas quais houve algum tipo de corte ou ferida. Não existe cura para esta doença, mas medicamentos alopatas e alternativos são usados para o controle. Há ainda a possibilidade de pigmentar novamente as áreas, como se fosse uma tatuagem que colore a pele. Se você tem vitiligo, use sempre protetor solar com fator 15, pelo menos

Problemas de pele relacionados ao diabetes e resistência a insulina

Acantose nigricans: outra rara doença de pele caracteriza-se pelo excesso de queratina (que enrijece a pele), hiperpigmentação (que escurece as áreas do corpo) e alopecia, ou seja, queda dos pêlos. A pele começa a ficar amarronzada e, às vezes, a mancha fica um pouco alta em relação à pele e tem aparência aveludada. Ela também pode aparecer como pequenas verrugas.

O mais comum é encontrar manchas atrás ou nos lados do pescoço, axilas, embaixo do peito e na virilha. Esta doença costuma afetar especialmente quem está acima do peso. Por isso, emagrecer pode ajudar a melhorar a situação da sua pele. A acantose quase sempre acontece antes do diabetes se manifestar e é considerado um sinal de alerta da doença. Portanto, se você perceber alterações parecidas com as citadas aqui, procure um médico.

Problemas de pele associados à redução do fluxo sanguíneo

- Arteriosclerose e problemas de pele: arteriosclerose é uma doença grave causada pelo estreitamento dos vasos sanguíneos, que, por sua vez, é resultado do enrijecimento e espessamento das paredes das artérias. Isto pode afetar a circulação de sangue por todo o corpo, inclusive pela pele. Com pouco suprimento de nutrientes vindos do sangue, a pele pode ficar com pouca oxigenação, o que leva à perda de cabelo, a uma pele fria brilhante, especialmente na região das pernas e descoloração das unhas. Pelo fato de o sangue carregar também as células brancas do sangue (linfócitos), responsáveis por combater infecções, pessoas que têm arteriosclerose apresentam dificuldade na cura de feridas e machucados

- Necrobiosis lipoidica diabeticorum (NLD): acredita-se que este problema decorra de mudanças no colágeno e na gordura que existe embaixo da pele. Ela fica mais fina e avermelhada. A maioria das lesões ocorre na parte inferior do corpo, principalmente nas pernas. Como a pele fica muito mais sensível, é comum o aparecimento de úlceras nos locais que sofrem algum tipo de corte ou machucado. E, como a cicatrização dos diabéticos é mais lenta, esta lesão pode levar a uma complicação maior e mais grave. Procure o médico rapidamente se as manchas ficarem doloridas e se abrirem feridas

- Dermopatia diabética: é decorrente da mudança dos vasos sanguíneos que irrigam a pele. Ela aparece como uma lesão brilhante de forma redonda ou oval nos membros inferiores do corpo. As manchas não doem e raramente dão coceira ou sensação de queimação. É comum que desapareçam sem tratamento médico

- Esclerose digital: faz com que a pele dos dedos dos pés e das mãos se enrijeça. Pode causar também o enrijecimento das juntas dos dedos. É necessário tratamento para manter normais os níveis de açúcar no sangue. Cremes e loções hidratantes ajudam a suavizar a pele

- Xantomatose eruptiva: acontece quando os níveis de açúcar e de triglicérides no sangue estão elevados. A resistência à insulina faz com que o corpo tenha dificuldade em retirar a gordura do sangue. Com taxas elevadas desta substância na corrente sanguínea, há risco de pancreatite, inflamação do pâncreas. As erupções aparecem como pequenas ervilhas duras. Estas protuberâncias, que ficam avermelhadas e coçam, aparecem no rosto e nas nádegas. Se os níveis de gordura no sangue forem controlados, as erupções desaparecerão dentro de algumas semanas

Erupções e bolhas

- Erupções e brotoejas: reações alérgicas a certos alimentos, picadas de insetos e alguns medicamentos podem causar pequenas depressões, erupções e brotoejas. É importante estar atento para evitar que estes pequenos ferimentos não fiquem mal curados. As áreas onde é injetada a insulina também devem receber cuidado redobrado

- Bolhas diabéticas: em casos raros, pessoas diabéticas desenvolvem bolhas que se assemelham a queimaduras. Elas podem aparecer nos dedos dos pés e das mãos, nas mãos, nos pés, nas pernas e nos antebraços. Geralmente estas bolhas são indolores e desaparecem sozinhas. Mais uma vez, controlar o nível de açúcar no sangue é essencial para auxiliar no tratamento destas erupções

- Granulona anular disseminado: É uma doença de pele benigna. Caracteriza-se por lesões papulosas dispostas em formato anular. Ocorre usualmente em dedos e orelhas, mas também pode aparecer no peito e no abdome. A mancha pode ser vermelha, amarronzada ou da cor de pele mesmo. Na maioria das vezes não é necessário tratamento específico, basta controlar o diabetes. Em alguns casos, no entanto, podem ser usados medicamentos tópicos com esteróides, como o hidrocortisona

Infecções por fungos e bactérias

- Infecções bacterianas: Diferentes tipos de infecções bacterianas podem afeitar a pele. O mais comum e mais sério tipo que aparece em pacientes diabéticos é o causado pela bactéria estafilococo . Esta bactéria pode levar ao crescimento de furúnculos (um nódulo inflamado) onde existe um folículo capilar irritado. O tratamento é feito por meio de antibióticos em comprimidos ou cremes

- Infecções por fungo: um fungo chamado candida albicans é o responsável por uma séria de infecções de pele em pessoas diabéticas. Nas mulheres este fungo causa problemas como coceira e irritação na vagina. Os cantos da boca também são afetados, além dos espaços entre os dedos e as unhas. Este fungo causa coceira e erupções avermelhadas. É preciso usar medicamentos específicos para matar o fungo. Os fungos rhizopus arrhrizus e absidia corymbifera também podem causar murcomicose, uma doença que, em pacientes já debilitados, como os diabéticos, pode levar a morte. O fungo entra no corpo através das vias nasais e pode se disseminar para outras partes do corpo, chegando até mesmo ao cérebro. É preciso tratar com medicamentos específicos

 

Diabetes e os olhos

Se você é diabético visite o oftalmologista com regularidade para evitar problemas nos olhos. Os altos níveis de glicose no sangue aumentam o risco de doenças relacionadas à visão. O diabetes pode, inclusive, causar cegueira. Se sua visão ficou turva ou embaçada, vá ao médico. Pode ser que não seja apenas um problema temporário de visão. Esteja atento para evitar estes três problemas:

Catarata

Nesta doença, o cristalino, que é a lente dos olhos, fica opaco e nublado. Ainda que qualquer um possa ter catarata, pessoas com diabetes podem ter esta doença em idades menos avançadas e ela progride de forma mais rápida. A catarata faz com que você enxergue as coisas fora de foco. O tratamento pode ser feito pelo uso de óculos e lentes de contato. Em casos mais graves, se recomenda uma intervenção cirúrgica.

Glaucoma
 

Quando o fluido existente nos olhos não é drenado de forma adequada ocorre aumento da pressão interna dos olhos, o chamado glaucoma. A pressão alta lesiona os nervos e vasos dos olhos e causa mudanças na visão. Na forma mais comum de glaucoma, os doentes não sentem qualquer coisa até que a doença esteja em um estágio muito avançado e com perda da visão. Nos casos menos comuns os sintomas incluem dor de cabeça e nos olhos, visão embaçada, olhos lacrimejantes e também perda da visão. O tratamento para a pressão alta nos olhos pode incluir colírios ou procedimentos cirúrgicos e com laser. Você pode se prevenir fazendo exames anuais para medir a pressão dos olhos.

Retinopatia diabética
 

É uma enfermidade na retina. Este problema ocorre em 75% a 95% dos adultos que têm diabetes por mais de 15 anos. Controlar os níveis de açúcar no sangue e a pressão arterial ajuda a prevenir esta doença. Apesar de atingir boa parte de quem tem diabetes do tipo 1, a perda da visão é insignificante na maior parte dos casos

 

Diabetes e doenças do coração
 
Doenças do coração são muito comuns em pessoas diabéticas. Estima-se que doenças do coração e derrames respondam por dois terços a três quartos das mortes de pacientes com diabetes. Todos que tenham esta doença têm mais chances de desenvolverem problemas no coração. Os portadores de diabetes do tipo 2, no entanto, têm chances ainda maiores.

O que pode causar doença do coração?


Em uma pessoa diabética, o mais comum é que haja um endurecimento das artérias, ou seja, a arteriosclerose. Isto geralmente ocorre devido ao aumento do nível de colesterol nos vasos sanguíneos que abastecem o coração de oxigênio e nutrientes. A elevação do colesterol geralmente ocorre antes da alta de glicose no sangue que acontece no diabetes do tipo 2. Ou seja, a doença do coração geralmente já está instalada quando a pessoa desenvolve diabetes.

Na maioria das vezes não é o diabetes que causa a doença do coração, mas sim o contrário. As placas de colesterol podem se romper e formar coágulos de sangue que entopem os vasos. Isso leva a um ataque do coração. O mesmo processo pode acontecer nas artérias. Com menos sangue sendo bombeado para o cérebro pode acontecer um derrame ou a falta de sangue nas extremidades do corpo como braços, mãos e pés. É a chamada doença arterial periférica.

Quais os sintomas de um ataque do coração?


- Desconforto, pressão, peso ou dor no peito, braço ou abaixo do peito;
- Desconforto que se irradia para as costas, mandíbula, garganta ou braço;
- Indigestão ou azia;
- Suador, náusea, vômito ou tontura;
- Fraqueza extrema, ansiedade ou falta de respiração;
- Batimentos cardíacos rápidos ou irregulares;

Durante um ataque do coração, os sintomas duram cerca de 30 minutos ou mais e não são aliviados com o repouso ou com medicação oral. Os sintomas iniciais podem começar com um leve desconforto que progride para dor. Algumas pessoas têm um ataque do coração sem ter nenhum sintoma. Pode acontecer com qualquer pessoa, mas é mais comum entre diabéticos. Se você estiver tendo um ataque do coração, não tarde em procurar socorro médico. O tratamento imediato é essencial para reduzir os danos.

Sintomas da doença vascular periférica
 

- Cãibras nas pernas enquanto caminha;
- Pés gelados;
- Pouca pulsação nas partes baixas do corpo como pés e pernas.

Como tratar as doenças do coração?
 

Existem muitas opções:
 

- Aspirina para evitar a coagulação do sangue, problema que pode piorar o ataque do coração;
- Anticoagulantes;
- Tratamento para trombose para dissolver qualquer coágulo que esteja presente nas artérias do coração;
- Alguma combinação dos remédios acima;
- Exercício para perda de peso e também para melhorar os níveis de glicose e de colesterol de sangue, controlar a pressão arterial e reduzir a gordura abdominal;
- Cirurgia.

Como tratar a doença vascular periférica?
 

- Caminhar regularmente;
- Tomar aspirina para evitar a coagulação do sangue;
- Parar de fumar.

Como uma pessoa com diabetes pode evitar estas doenças?
 

- Mantenha o nível de glicose e de colesterol dentro do ideal;
- Controle a pressão arterial;
- Perda peso se você está obeso;
- Alimente-se bem e fuja de alimentos gordurosos e com muito sal;
- Exercite-se;
- Pare de fumar.
 


Diabetes e pressão alta
 

A combinação de pressão alta e diabetes é um importante fator de risco para o desenvolvimento e piora de várias complicações do diabetes, incluindo doenças nos olhos e nos rins. Isso afeta cerca de 60% das pessoas com diabetes. Ter diabetes aumenta o seu risco de desenvolver pressão alta e outras doenças cardiovasculares porque o diabetes afeta de forma negativa suas artérias, tornando-as predispostas à arteriosclerose (endurecimento das artérias). A aterosclerose pode causar pressão alta que, se não tratada, pode levar a estragos nos vasos sanguíneos, derrame, ataque do coração e insuficiência renal. Comparados a pessoas com uma pressão sanguínea normal, os hipertensos têm mais risco de:

 
- Doenças coronarianas;
- Derrames;
- Doenças vasculares periféricas;
- Insuficiência cardíaca.

Qual deve ser a pressão de quem tem diabetes?
 

Ela não deve ficar acima de 130/80. O primeiro número se refere à pressão sistólica ou a pressão que ocorre nas artérias quando o seu coração bate e enche as artérias de sangue. O segundo número está relacionado à pressão diastólica, ou seja, a pressão exercida nas artérias quando o seu coração está em repouso, no intervalo entre os batimentos. Ter uma pressão normal é tão importante para lidar com o diabetes quanto lidar com os níveis de açúcar no sangue.

Quais são os sintomas da pressão alta?
 

Geralmente não há sinais. Por isso, um terço das pessoas que têm hipertensão não sabe que possui a doença. O melhor caminho, portanto, é sempre checar a pressão. Se a sua pressão estiver extremamente alta, você pode ter alguns sintomas:

- Dor de cabeça intensa;
- Fadiga ou confusão;
- Problemas de visão;
- Dor no peito;
- Dificuldade para respirar;
- Batimentos cardíacos irregulares;
- Sangue na urina.

Como a hipertensão é tratada?


O tratamento inclui mudanças no estilo de vida e remédios. As alterações de vida incluem perder peso, parar de fumar, ter uma dieta saudável (baixo nível de sódio, mas com frutas, vegetais e farinhas integrais) e fazer exercícios, especialmente os aeróbicos. Existem diversos tipos de medicamentos para tratar a hipertensão, incluindo os diuréticos, inibidores da angiostesina, bloqueadores dos canais de cálcio, bloqueadores de beta e IECAs. Atenção: Alguns medicamentos para pressão alta podem ter um efeito negativo no nível de glicose no sangue. Por isso, converse com o seu médico.

Como prevenir a pressão alta?


Para ajudar a evitar a pressão alta:

- Pare de fumar;
- Alimente-se de forma saudável;
- Mantenha o peso sob controle;
- Exercite-se;
- Controle a quantidade de sal na sua dieta.

 

Diabetes e derrame

Se você tem diabetes é importante estar alerta para o risco de se ter um derrame cerebral. Diversos estudos mostram que pessoas diabéticas têm maiores chances de sofrer um derrame cerebral.

O que é derrame?
 

Um derrame ocorre quando o fluxo de sangue para uma área do cérebro é paralisado. Como resultado, as células do cérebro, sem o oxigênio e a glicose necessários para a sobrevivência, morrem. Se não detectado logo, estragos permanentes podem se instalar. Pessoas hipertensas têm de quatro a seis vezes mais chances de ter um derrame.

Como ocorre um derrame?
 

Existem dois tipos de derrame:

- Isquêmico: É semelhante a um ataque do coração, mas ocorre nos vasos sanguíneos do cérebro. Os coágulos podem se formar tanto nos vasos sanguíneos do cérebro ou nos vasos que chegam ao cérebro. Esses coágulos barram o fluxo de sangue para as células do cérebro. O derrame isquêmico também ocorre quando muita placa gordurosa se acumula nos vasos sanguíneos do cérebro. Cerca de 80% dos derrames são dessa natureza.

- Hemorrágico: Ocorre quando um vaso sanguíneo do cérebro se quebra ou rompe. O resultado é o sangue se espalhando para os tecidos, danificando as células do cérebro. As causas mais comuns são pressão alta e aneurisma (dilatação anormal de um vaso).

Sinais de alerta de um derrame - Caso você tenha um desses sinais, procure ajuda médica imediatamente:

- Enfraquecimento no rosto, braço ou perna, especialmente se ocorrer só de um lado do corpo;
- Visão embaçada ou prejudicada;
- Paralisia de parte do corpo;
- Tontura ou dor de cabeça com náusea e vômito;
- Dificuldade para falar;
- Perda de consciência;
- Confusão mental.

Pode ocorrer também um mini-derrame, um sinal de iminente derrame. Consiste dos mesmos sintomas de um derrame, mas eles são temporários, durando 15 minutos ou menos. Pode acontecer minutos ou meses antes de um derrame. Por isso deve ser tratado.

Como um derrame é tratado?
 

O melhor caminho é a prevenção. Caso ele já tenha ocorrido, o médico pode aplicar uma medicação via endovenosa que irá desobstruir a artéria, principalmente nas três primeiras horas depois do início do derrame. No caso do derrame hemorrágico, o caminho é controlar a pressão ou até mesmo uma cirurgia

O derrame pode ser evitado?
 

Cerca de 50% dos derrames podem ser evitados. Muitos fatores de risco podem ser controlados antes que causem problemas. São eles:

- Pressão alta;
- Fibrilação arterial;
- Diabetes fora do controle;
- Colesterol alto;
- Fumo;
- Álcool (mais de uma dose por dia);
- Estar acima do peso;
- Doenças do coração ou na carótida (artéria na cabeça) Algumas pessoas podem precisar de procedimentos para remover placas das artérias ou alargá-las para melhorar o fluxo sanguíneo.

É possível prevenir o derrame em pessoas diabéticas?


Se seu médico suspeitar que você tem arteriosclerose, ele irá sugerir que você mude seu estilo de vida e tome remédios para prevenir o entupimento dos vasos sanguíneos.
 

- Não fume;
- Cheque regularmente os níveis de colesterol;
- Cheque sua pressão arterial Reduza a quantidade de álcool que você bebe;
- Faça o tratamento com aspirina como prescrito por seu médico.
 


Nefropatia diabética
 

É uma doença dos rins causada pelo diabetes. Pode levar à insuficiência renal. Quase um terço dos diabéticos desenvolve nefropatia. Os rins são órgãos excretores, que filtram os dejetos corporais e depois os excretam pela urina. Se eles não funcionam bem, substâncias nocivas podem permanecer no organismo e causar danos. Ao mesmo tempo, substâncias úteis como a proteína podem não ser absorvidas pelo corpo e jogadas fora por meio da urina. Pessoas com diabetes e doença nos rins sofrem mais do que aquelas que apresentem apenas problemas nestes órgãos excretores. Isso porque elas têm outras doenças como pressão alta, aterosclerose e colesterol alto.

Quais os sintomas da nefropatia diabética?
 

- Inchaço das mãos, pés e rosto;
- Ganho de peso;
- Coceira;
- Pele extremamente seca;
- Sangue na urina (em casos raros);
- Batimentos cardíacos irregulares, causados pelo excesso de potássio no sangue.

Como diagnosticar a doença?
 

Através de um teste de urina para checar se há proteína nela. Por isso é bom fazer exames anuais. Como tratá-la? Reduza a pressão arterial e mantenha a quantidade de glicose no sangue dentro dos padrões aceitáveis. Alguns remédios que contenham enzima conversora da angiotensina conseguem minimizar os danos aos rins.

 

Neuropatia diabética


Neuropatia é uma doença nos nervos e a diabetes é sua principal causa. Os nervos fazem parte do sistema nervoso, que controla praticamente tudo o que o ser humano faz. Todos os movimentos e funções do corpo, como batimentos cardíacos e digestão são controlados por este sistema. Esta doença então leva ao enfraquecimento e a dores nas pernas, pés e mãos e também pode comprometer o funcionamento de órgãos internos como os do sistema digestivo, o coração e os órgãos sexuais.

O desenvolvimento da neuropatia está relacionado ao tempo de duração do diabetes e ao grau de controle da glicemia. Se o paciente tem a doença há muito tempo e se não mantém a quantidade de glicose controlada, corre mais risco de desenvolver a neuropatia. Existem tratamentos para esta moléstia, mas ainda é preciso avançar bastante para que os resultados sejam mais efetivos. A melhor forma de prevenir a doença é manter controlado o nível de glicose no sangue.

Neuropatia diabética é uma doença comum?
 

Estudos recentes afirmam que 60% dos pacientes com diabetes têm alguma forma de neuropatia, mas na maioria dos casos a doença não apresenta sintomas. Entre 30% e 40% dos diabéticos têm algum sintoma que sugere neuropatia, enquanto que nos não diabéticos o número é de 10%. Ela é mais comum em fumantes, pessoas acima dos 40 anos e em quem não consegue controlar a glicemia.

O que causa esta doença?


Ainda não há consenso sobre o que causa a neuropatia diabética, mas alguns fatores contribuem para o aparecimento deste problema. Altos níveis de glicose no sangue levam a uma mudança química nos nervos. Estas alterações comprometem a habilidade dos nervos de transmitirem sinais. Muito açúcar no sangue também danifica os vasos sanguíneos, dificultando sua principal função, que é a de carregar oxigênio e nutrientes para todas as células do corpo.

Quais os sintomas?


Eles dependem de qual parte do corpo foi afetada pela doença. A neuropatia pode ser difusa e atingir muitas áreas. Alguns sintomas da doença são:

- Indigestão;
- Diarréia;
- Enjôo;
- Infecções na bexiga;
- Impotência;
- Fraqueza;
- Perda de peso;
- Depressão.

Os sintomas também podem ser classificados como sensitivos (causam formigamento e queimação); motores (atrofiam os músculos) e autonômicos (ressecam a pele, trazem distúrbios digestivos, suadouro e impotência).

Quais os principais tipos de neuropatia?


- Polineuropatia distal: esta é uma das formas mais comuns da doença. Ela acomete principalmente os nervos mais longos do corpo. Eles estão localizados nos pés e nas pernas. O paciente com este tipo de neuropatia sente dores, formigamento e queimação nas pernas;

- Neuropatia autonômica: causa o que os médicos chamam de hipotensão postural, que é a queda súbita da pressão sanguínea. Isto pode causar tonturas e impotência sexual;

- Neuropatia focal: é um problema raro que acontece quando o suprimento de sangue é interrompido devido ao entupimento do vaso que supre um determinado nervo. O nervo fica danificado.

Como diagnosticar a neuropatia diabética?


O diagnóstico é feito com base nos sintomas e exames físicos. O médico vai examinar os reflexos, alongamento e sensibilidade dos músculos. Ele pode também pedir alguns exames mais específicos como um ultra-som, uma biópsia dos nervos, ou uma eletromiografia.

Como tratá-la?


O objetivo principal do tratamento é amenizar o desconforto e prevenir danos futuros aos nervos. O primeiro passo é fazer com que o nível de glicose no sangue se normalize. Isso será feito por meio de dieta adequada, medicamentos orais e com injeções de insulina, se necessário. Para as neuropatias focal e autonômica, são recomendados cuidados que evitem a compressão dos nervos ou que façam a descompressão dos mesmos. Fisioterapia pode ajudar bastante. Já para a polineuropatia distal há medicações que podem aliviar a dor e o formigamento, mas até o momento não há nada que realmente cure a doença. Para cada tipo de sintoma, haverá cuidados específicos. Procure seu médico.
 


Hiperglicemia e diabetes


Hiperglicemia ou alta quantidade de açúcar no sangue é um problema sério para aqueles que têm diabetes. Existem dois tipos de hiperglicemia: Hiperglicemia de jejum: acontece quando a quantidade de açúcar no sangue fica maior do que o intervalo de 90 a 130 mg/dL após oito horas de jejum Hiperglicemia pós-prandial: é diagnosticada quando a quantidade de glicose no sangue é maior do que 180mg/dL, duas horas após o paciente ter feito uma refeição. Níveis elevados constantes podem indicar que a pessoa corre o risco de desenvolver diabetes do tipo 2.

O que causa hiperglicemia?


- Não tomar insulina de forma apropriada;
- Comer demais e não se exercitar;
- Comer muito carboidrato;
- Infecções;
- Estresse.

Sintomas da hiperglicemia
 

- Aumento da sede;
- Dores de cabeça;
- Dificuldade de concentração;
- Visão embaçada;
- Perda de peso;
- Cansaço extremo;
- Urinação freqüente;

Se não tratada, a hiperglicemia pode causar:


- Infecções vaginais e de pele;
- Dificuldade de cicatrização de feridas e cortes;
- Redução da visão;
- Problemas nos nervos que levam à perda de cabelo e insensibilidade dos membros inferiores;
- Problemas intestinais e estomacais como diarréia.

Como tratar?


Seu médico lhe passará as seguintes recomendações:

- Beba mais água: a água ajuda a remover o excesso de glicose no sangue, que será eliminado pela urina. Evita também a desidratação;
- Exercite-se mais. No entanto se você já tem diabetes do tipo 1 é preciso checar a presença de cetonas na urina. Se eles estiverem presentes, não faça exercícios. Se você tem diabetes do tipo 2 e a glicemia está acima de 300 mg/dL, você também não deve se exercitar;
- Mude seus hábitos alimentares Reveja seus medicamentos: pode ser que seu médico ache necessário mudar a quantidade e a forma com que os remédios estão sendo tomados. Não faça nenhuma modificação no tratamento sem antes consultar o seu médico.

Como prevenir a hiperglicemia?
 

- Preste atenção à sua dieta e certifique-se de que não está ingerindo mais carboidrato do que o necessário;
- Faça testes regulares para medir o grau de glicemia;
- Vá ao médico regularmente.
 


Coma diabético
 

É uma complicação da diabetes do tipo 2 que geralmente ocorre com o paciente que está com alguma outra doença, ou seja, debilitado, ou com alto nível de estresse. O excesso de glicose no sangue (hiperglicemia) ou a falta deste açúcar (hipoglicemia) são as situações extremas que contribuem para levar uma pessoa ao coma. O corpo fica extremamente desidratado e a pessoa perde a consciência. Na maioria dos casos, bem antes do coma, os pacientes costumam sentir muita sente e urinam em excesso. Isto aliado a uma glicemia alta leva à desidratação. A perda de água pode levar ao coma e até mesmo à morte.

O que causa o coma diabético?


- Infecções Ataque do coração;
- Falência dos rins;
- Medicamentos (diuréticos, esteróides e remédios para o coração);
- Coágulos de sangue;
- Úlcera hemorrágica;
- Níveis de glicose no sangue anormais.

Preste atenção aos seguintes sintomas. O tratamento precoce deles pode evitar o coma:


- Aumento da sede e da urinação;
- Fraqueza;
- Sonolência;
- Alterações de consciência;
- Nervosismo;
- Dores de cabeça;
- Incapacidade de falar;
- Paralisia em algum membro do corpo.

Como tratar o coma diabético?


A pessoa precisa ser internada com urgência para receber medicação intravenosa.

Como prevenir?


É essencial controlar os níveis de glicose no sangue. Para isso faça exames regulares e teste diariamente sua glicemia.
 


Hipoglicemia e diabetes


Nas pessoas diabéticas, a hipoglicemia aparece quando não há açúcar suficiente no sangue. Muitos fatores podem levar à baixa glicemia, inclusive alguns remédios e dieta inadequada. Quais os sintomas de hipoglicemia?


- Confusão mental;
- Enjôo;
- Tremores pelo corpo;
- Fome excessiva;
- Irritação;
- Dores de cabeça;
- Palidez;
- Palpitações;
- Suadouro;
- Fraqueza;
- Ansiedade.

A maioria das pessoas começa a sentir os sintomas quando a quantidade de sangue no sangue fica igual ou menor do que 70mg/dL. Cada pessoa reage de uma forma à queda do açúcar. Caso este seja o seu caso, aos poucos você aprenderá a reconhecer seus sintomas.

Como tratar a hipoglicemia?


Se o nível de glicose no seu sangue sempre cai logo após as refeições que contenham uma grande quantidade de açúcares simples, como os que estão presentes em frutas, vegetais e leite, é melhor mudar a dieta. Evite este tipo de açúcar e faça refeições menores e mais freqüentes ao longo do dia para evitar a queda da glicemia.

Outros procedimentos que podem ajudar quando há queda de açúcar no sangue:


- Tome um ou dois tabletes de glicose (à venda nas farmácias);
- Beba meio de copo de algum suco de fruta;
- Beba um copo de leite;
- Tome uma colher de sopa de mel.

Quinze minutos após ter ingerido algum alimento açucarado, cheque a quantidade de glicose no seu sangue. Se ela continuar abaixo de 70 mg/dL, coma ou beba mais uma porção sugerida acima. A hipoglicemia pode levar ao desmaio. Se isso acontecer, será preciso tomar uma dose injetável de glucagon. Por isso, é muito perigoso dirigir durante uma queda de glicose no sangue. Se você estiver dirigindo e sentir algum dos sintomas de hipoglicemia, pare o carro e coma alguma coisa. Espero quinze minutos e coma novamente se necessário. É sempre bom ter pequenos lanches na bolsa como bolachas e barras de cereais.

Como se prevenir?


- Siga uma dieta balanceada e previamente planejada por seu médico ou nutricionista;
- Faça pelo menos três refeições diárias com pequenos lanches nos intervalos;
- Tenha sempre um alimento com açúcar ou proteína no seu carro ou em sua bolsa;
- Teste com freqüência a quantidade de glicose no sangue;
- Tenha certeza de quem alguém da sua família ou conhecido possa lhe aplicar uma injeção de glucagon caso a hipoglicemia leva à perda de consciência.

 

Cetoacidose diabética


Uma hiperglicemia não tratada pode levar à cetoacidose diabética. Nesta doença, há presença de cetonas na urina, daí o nome cetoacidose. Quando o diabetes não está controlado e não há insulina suficiente para fazer com que os açúcares entrem nas células, estas ficam sem energia e começam a queimar outras gorduras. As cetonas são o resultado da queima destas gorduras. Se elas estão presentes na urina, é sinal de que o diabetes está descontrolado há algum tempo.

Além de jogar fora as cetonas, seu corpo também irá livrará da glicose que está em excesso no sangue, já que ela não foi utilizada para as células. Para fazer isso por meio da urina, ele utilizará bastante água, o que pode levar à desidratação. O risco de desenvolver cetoacidose é muito maior para quem tem diabetes do tipo 1. Para quem tem diabetes do tipo 2 o risco é menor, a menos que seu corpo continue produzindo insulina. Esta doença é séria e pode levar à morte devido à desidratação.
 

Quais são os sintomas?
 
São os mesmos da hiperglicemia:

- Aumento da sede;
- Desidratação;
- Dores de cabeça;
- Dificuldade de concentração;
- Visão embaçada;
- Perda de peso;
- Cansaço extremo;
- Urinação freqüente;
- Cetonas na urina.

diabetes sintomas


Qual o tratamento adequado?

 

Ele inclui insulina e outros medicamentos prescritos pelos médicos. Ele pode lhe pedir para mudar a dose ou o tipo de insulina que você toma para uma de ação mais rápida. E também lhe pedirá para beber mais líquidos, todos eles sem açúcar, a menos que você esteja em uma crise.

 

 

ENTENDA A DIABETES:
 

diabetes tratamento

 

 

 

 

 

 

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Pé diabético

 

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