Mal de Alzheimer
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MAL DE ALZHEIMER
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Na doença de Alzheimer as
células de certas áreas do cérebro começam a morrer,
formando cicatrizes em forma de estruturas microscópicas
chamadas Placas Senis. Na medida em que as células
morrem e são formadas as Placas Senis, o cérebro não
consegue mais funcionar como deveria.
A doença sofre um processo evolutivo no qual é possível distinguir vários estágios. Dependendo do estágio, o doente pode apresentar um desejo sexual doentio, expondo-se ao ridículo, podendo usar de gestos obscenos em público, ou de expor sua nudez. À medida que a doença evolui, os portadores tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, começam a apresentar dificuldades de locomoção, a comunicação se inviabiliza e passam a necessitar de cuidados e supervisão integrais, até mesmo para as atividades elementares do cotidiano, como alimentação e higiene pessoal. A principal vítima da doença acaba sendo a família. Dúvidas e incertezas com o futuro, a grande responsabilidade, a inversão de papéis, em que os filhos passam a se encarregar dos cuidados dos pais, são as principais preocupações dos familiares. Os familiares acabam tendo uma carga física e emocional muito grande, fazendo com que, muitas vezes, sejam eles que adoeçam. Desde a época das primeiras descrições dos casos de doença de Alzheimer, sabe-se que as primeiras alterações microscópicas associadas à doença são os depósitos chamados amilóides, juntamente com anormalidades denominadas emaranhados neurofibrilares, que se desenvolvem dentro das células cerebrais. Determinar a natureza desses achados anormais trouxe opiniões importantes sobre as possíveis causas da doença de Alzheimer. A proteína beta amilóide, que é a proteína específica de amilóide na doença de Alzheimer, deriva de uma proteína maior, denominada proteína precursora do amilóide (PPA), normalmente produzida por uma série de tipos diferentes de células orgânicas por vias metabólicas ainda não totalmente entendidas. Muitos pesquisadores concluíram que o depósito de proteína amilóide no cérebro seja o evento-chave que leva ao desenvolvimento da doença de Alzheimer. Uma observação importante que sustenta a idéia de que o metabolismo da PPA é a chave para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer é a ocorrência dessa doença na maioria de indivíduos com Síndrome de Down sobreviventes além da idade de 50 anos. Emaranhado neurofibrilar é uma expressão que descreve o aparecimento dentro dos neurônios de uma proteína citoesquelética densa, não sendo específicos da doença de Alzheimer e não estão uniformemente presentes em pacientes idosos com Doença de Alzheimer. O que chama a atenção é um componente particular dos emaranhados: a proteína tau, que é hiperfosforilada num paciente com Alzheimer o que difere da proteína tau de um cérebro normal. Alguns neurocientistas especulam que a fosforilação da tau e de outras proteínas pode ser um processo importante que traz disfunção celular na doença de Alzheimer. Sabe-se que existem relações entre a doença e certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas. Alguns estudos apontam como fatores importantes para o desenvolvimento da doença: - Aspectos neuroquímicos: diminuição de substâncias através das quais se transmite o impulso nervoso entre os neurônios, tais como a acetilcolina e noradrenalina; - Aspectos ambientais: exposição/intoxicação por alumínio e manganês; - Aspectos infecciosos: como infecções cerebrais e da medula espinhal; - Pré-disposição genética em algumas famílias, não necessariamente hereditária.
Uso do Gérmen de Soja na prevenção e no tratamento do Mal de Alzheimer O gérmen de soja é rico em Isoflavonas, Fibras, Proteínas e Saponinas, além de outros nutrientes importantes para a prevenção e manutenção da saúde. Evidências científicas vêm demonstrando que as isoflavonas podem trazer benefícios no controle de doenças como câncer, diabetes, osteoporose, doenças cardiovasculares, no tratamento da doença de Alzheimer, nos sintomas da tensão pré-menstrual e da menopausa. O tratamento da doença de Alzheimer (DA) com o uso de hormônio de esteróides, como o estrógeno, tem sido associado à diminuição das incidências desta doença. Entretanto, o mecanismo de ação pelo qual o uso de estrógeno previne e trata a doença de Alzheimer ainda é pouco conhecido. O efeito antioxidante, interações imunológicas, aumento dos níveis de apoliproteína e alterações do processo precursor de proteína amilóide têm sido atribuídos a possível influência de estrógeno na cascata de doença de Alzheimer. Existem ainda evidências que mostram que o estrógeno funciona como modulador de fator de crescimento neurônio cerebral, atribuindo o potencial do estrógeno para o tratamento da doença de Alzheimer. A perda de neurônios colinérgicos basais que ocorre durante a progressão da doença de Alzheimer é um fenômeno bem documentado. Os grupos de células colinérgicas inervam diversas regiões do cérebro, como o córtex cerebral, sistema límbico associado com a região de hipocampo e corpo amigdalóide. As regiões pré-citadas são importantes para o funcionamento normal do aprendizado, memória e atenção. Acredita-se que a degeneração dos neurônios colinérgicos seja a causa da progressão das degenerações das funções cognitivas da doença de Alzheimer. Todos os tratamentos que aumentam a sobrevida dos neurônios podem potencialmente retardar a progressão da doença de Alzheimer. A substância que retarda a degeneração destes neurônios colinérgicos em modelos animais foi identificada e é denominada de fator de Crescimento Neural (FCN). O estrógeno influencia a expressão de certos genes para a produção de FCN. Se os estrógenos podem atuar neste processo acredita-se que algumas substâncias, como fitoestrógenos, também possam atuar nos pacientes com a doença de Alzheimer, retardando e tratando-a. As isoflavonas são membros de uma família polifenólica de uma larga classe de compostos sintetizados por plantas e têm estruturas químicas similares aos estrógenos fisiológicos e sintéticos. O gérmen de soja contém duas isoflavonas em maior quantidade, a genisteína e a daidzeína e, em menor quantidade, a gliciteína.
Existem inclusive estudos
da Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de
Medicina (UNIFESP-EPM) sobre os efeitos do gérmen de
soja e das isoflavonas em pacientes com a doença de
Alzheimer.
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